Procuradoria Geral de Justiça de SP desmente notícia publicada pela Folha
Procuradoria Geral de Justiça de SP desmente notícia publicada pela Folha
Procuradoria Geral de Justiça de SP desmente notícia publicada pela Folha
A Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo desmentiu, em carta enviada ao jornal Folha de S.Paulo , a matéria "PT paga dívida de R$ 150 mil a ex-tesoureiro de Lula", publicada na última segunda-feira (10). A carta foi reproduzida no "Painel do Leitor" da edição de terça-feira (11).
As informações questionadas referem-se ao pagamento, pelo partido, de dívida de R$ 150 mil de José Filippi Junior e à condenação do prefeito de Diadema, que, em segunda instância, teria sido obrigado a pagar R$ 183 mil de multa por improbidade administrativa. "Ambas as informações não tem procedência", diz a Procuradoria.
De acordo com a nota, o prefeito de Diadema foi absolvido da acusação de improbidade, ainda em primeira instância. Segundo a Procuradoria, a origem do dinheiro para o pagamento da dívida está sob investigação e, por isso, ainda "não é correto afirmar que o dinheiro saiu dos cofres do PT".
Além da publicação da carta pelo jornal, a Folha Online e o BOL, que haviam reproduzido a matéria, deram um "erramos". No entanto, vários outros sites, que também utilizaram o material da Folha de S.Paulo , não fizeram a correção.
Leia abaixo a íntegra da carta:
"Em relação à reportagem "PT paga dívida de R$ 150 mil de ex-tesoureiro de Lula" (Brasil, 10/9), informo que dois equívocos podem e devem ser corrigidos.
A reportagem afirma que os diretórios do PT (nacional e municipal) pagaram R$ 150 mil de uma dívida pessoal de José de Filippi Júnior e que o prefeito de Diadema foi condenado em segunda instância a pagar R$ 183 mil por improbidade administrativa. Ambas as afirmações não têm procedência.
Em 1995, a 2ª Promotoria Cível de Diadema instaurou ação civil pública contra o prefeito de Diadema por gastos irregulares em publicidade, pedindo também a condenação por improbidade administrativa. A tese do Ministério Público foi derrubada na primeira instância, e o prefeito foi absolvido. Em segunda instância, o prefeito foi condenado apenas a ressarcir o erário. Portanto não é correto afirmar que o prefeito de Diadema foi condenado por improbidade administrativa.
Ao ser condenado a ressarcir o erário, grande parte do dinheiro utilizado pelo prefeito no pagamento da execução (cerca de R$ 150 mil) veio de Mário Moreira, tio da esposa de José de Filippi Júnior. Por conta disso, o Ministério Público instaurou novo procedimento para verificar a origem do dinheiro utilizado no pagamento daquela dívida. Na última semana, Mário Moreira disse à promotora de Justiça Cecília Maria Denser de Sá Astoni que foi ressarcido do empréstimo feito ao prefeito de Diadema e que "achava que o dinheiro teria vindo do Diretório do PT".
Para analisar a licitude desse pagamento, o MP expediu ofício ao diretório do PT solicitando esclarecimentos sobre a origem do dinheiro. Portanto, por ora, não é correto afirmar que o dinheiro saiu dos cofres do PT. No momento, o Ministério Público está empenhado em justamente investigar a procedência desse recurso.
Rosangela Sanches, assessora de comunicação social da Procuradoria Geral de Justiça - Ministério Público de São Paulo (São Paulo, SP)."






