Procuradoria Geral de Justiça de SP desmente notícia publicada pela Folha

Procuradoria Geral de Justiça de SP desmente notícia publicada pela Folha

Atualizado em 12/09/2007 às 15:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Procuradoria Geral de Justiça de SP desmente notícia publicada pela Folha

A Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo desmentiu, em carta enviada ao jornal Folha de S.Paulo , a matéria "PT paga dívida de R$ 150 mil a ex-tesoureiro de Lula", publicada na última segunda-feira (10). A carta foi reproduzida no "Painel do Leitor" da edição de terça-feira (11).

As informações questionadas referem-se ao pagamento, pelo partido, de dívida de R$ 150 mil de José Filippi Junior e à condenação do prefeito de Diadema, que, em segunda instância, teria sido obrigado a pagar R$ 183 mil de multa por improbidade administrativa. "Ambas as informações não tem procedência", diz a Procuradoria.

De acordo com a nota, o prefeito de Diadema foi absolvido da acusação de improbidade, ainda em primeira instância. Segundo a Procuradoria, a origem do dinheiro para o pagamento da dívida está sob investigação e, por isso, ainda "não é correto afirmar que o dinheiro saiu dos cofres do PT".

Além da publicação da carta pelo jornal, a Folha Online e o BOL, que haviam reproduzido a matéria, deram um "erramos". No entanto, vários outros sites, que também utilizaram o material da Folha de S.Paulo , não fizeram a correção.

Leia abaixo a íntegra da carta:

"Em relação à reportagem "PT paga dívida de R$ 150 mil de ex-tesoureiro de Lula" (Brasil, 10/9), informo que dois equívocos podem e devem ser corrigidos.

A reportagem afirma que os diretórios do PT (nacional e municipal) pagaram R$ 150 mil de uma dívida pessoal de José de Filippi Júnior e que o prefeito de Diadema foi condenado em segunda instância a pagar R$ 183 mil por improbidade administrativa. Ambas as afirmações não têm procedência.

Em 1995, a 2ª Promotoria Cível de Diadema instaurou ação civil pública contra o prefeito de Diadema por gastos irregulares em publicidade, pedindo também a condenação por improbidade administrativa. A tese do Ministério Público foi derrubada na primeira instância, e o prefeito foi absolvido. Em segunda instância, o prefeito foi condenado apenas a ressarcir o erário. Portanto não é correto afirmar que o prefeito de Diadema foi condenado por improbidade administrativa.

Ao ser condenado a ressarcir o erário, grande parte do dinheiro utilizado pelo prefeito no pagamento da execução (cerca de R$ 150 mil) veio de Mário Moreira, tio da esposa de José de Filippi Júnior. Por conta disso, o Ministério Público instaurou novo procedimento para verificar a origem do dinheiro utilizado no pagamento daquela dívida. Na última semana, Mário Moreira disse à promotora de Justiça Cecília Maria Denser de Sá Astoni que foi ressarcido do empréstimo feito ao prefeito de Diadema e que "achava que o dinheiro teria vindo do Diretório do PT".

Para analisar a licitude desse pagamento, o MP expediu ofício ao diretório do PT solicitando esclarecimentos sobre a origem do dinheiro. Portanto, por ora, não é correto afirmar que o dinheiro saiu dos cofres do PT. No momento, o Ministério Público está empenhado em justamente investigar a procedência desse recurso.

Rosangela Sanches, assessora de comunicação social da Procuradoria Geral de Justiça - Ministério Público de São Paulo (São Paulo, SP)."