Procuradora-geral afirma que Rede Record privilegiou Dilma em reportagem

Procuradora-geral afirma que Rede Record privilegiou Dilma em reportagem

Atualizado em 14/10/2010 às 16:10, por Redação Portal IMPRENSA.

A Rede Record é acusada de privilegiar a candidata petista à Presidência Dilma Rousseff em reportagens veiculadas por seus veículos.
Em parecer sobre a representação proposta pela coligação "O Brasil Pode Mais", que apoia o presidenciável tucano José Serra, a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, detectou que a Record deu tratamento diferenciado dos candidatos em reportagem sobre os resultados das votações no primeiro turno das eleições.
No entendimento da vice-procuradora, que enviou seu parecer na última quarta-feira (13) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a matéria apresentou mensagem que dava a entender que a maioria do eleitorado votou em Dilma no primeiro turno, sobretudo as classes menos privilegiadas economicamente. A reportagem justificava tal fenômeno devido aos benefícios oferecidos pelos programas de inclusão social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tais efeitos, ainda segundo a peça jornalística, devem ser estendidos com a eleição de Dilma.
Engenhosamente, segundo Sandra, a reportagem dividiu as regiões em que há predominância de votos entre Serra e Dilma. Indicou, ainda, que existem "redutos eleitorais" do candidato tucano em bairros de classe média alta da cidade de São Paulo, como os Jardins.
Em contraponto, a peça mostrou que os redutos de Dilma em São Paulo estão nas áreas humildes, como no bairro de Parelheiros. Para a vice-procuradora, os dados expostos levam o eleitor a acreditar que os ricos votam em Serra e, os necessitados, em Dilma.
Por fim, um fala-povo sobre as intenções de votos na região de Parelheiros mostra, maciçamente, escolha pela candidata Dilma Rousseff, justificada pela vinculação a aspectos supostamente positivos do governo Lula.
Ao retratar o "reduto" supostamente associado a Serra, a reportagem da Record não apresenta quaisquer opiniões sobre os motivos que teriam levado o eleitor a votar no tucano.
"Ao confrontar as casas humildes e o ambiente de pobreza com a riqueza e a prosperidade do cenário anterior, deixa no espectador a impressão de que está assistindo a um programa eleitoral de Dilma Rousseff", afirmou Sandra.
Para a vice-procuradora, não se questiona impressões pessoais empregadas na matéria ou a subjetividade jornalística, mas as mensagens subentendidas de que a grande maioria das pessoas de classes menos privilegiadas vota em Dilma. As informações são da Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria Geral da República.

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