Procurador-geral da República se queixa de assédio da imprensa no caso Lava-Jato

Segundo "Valor Econômico", Rodrigo Janot teria dito a pessoas próximas que quer o fim do sigilo nos processos no STF.

Atualizado em 02/03/2015 às 16:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Em reportagem publicada nesta segunda-feira (2/3), o jornal Valor Econômico revelou o conteúdo de conversas particulares do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável por avaliar os pedidos de abertura de investigação contra parlamentares envolvidos na Operação Lava-Jato. Em uma dessas conversas, ele teria se queixado da cobertura da imprensa.
Crédito:Agência Brasil Procurador não gosta das insinuações de que está protegendo políticos no caso
Segundo o veículo, Janot diz que tem visto na imprensa insinuações de que ele estaria protegendo alguma autoridade ao manter sigilo sobre os políticos envolvidos no Lava-Jato. Por conta disso, ele teria comentado com pessoas próximas que "seria melhor" se o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, derrubasse o sigilo dos processos e também revelasse o conteúdo das delações premiadas.
Janot e outros 11 procuradores de seu grupo de trabalho passaram o final de semana revisando os pedidos de investigação. Estima-se que o número de políticos envolvidos chegue a 40. O procurador-geral da República tem sofrido assédio e pressão por parte de parlamentares que tentam descobrir os nomes na lista antes que ela se torne pública.