Procurador diz que jornalista foi morta por afetar interesses do tráfico em Veracruz

Na última quinta-feira (5/5), Luis Angel Bravo, procurador do Estado de Veracruz, no México, informou que a jornalista Anabel

Atualizado em 06/05/2016 às 12:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quinta-feira (5/5), Luis Angel Bravo, procurador do Estado de Veracruz, no México, informou que a jornalista , sequestrada e morta por um grupo de homens armados que invadiram sua casa em 8 de fevereiro deste ano, foi assassinada em razão de “ algumas publicações que afetaram os interesses de um grupo criminoso” da região.

Crédito:Reprodução Jornalista foi morta por noticiar informações contra o tráfico

Nesta semana, mais um suspeito de envolvimento na morte da jornalista foi detido. Logo após o crime, a polícia prendeu um dos líderes do cartel de Los Zetas, também acusado de participação na morte de Anabel.

Segundo El País , a jornalista escrevia para os jornais El Sol de Orizaba e El Buen Tono . À época, o diretor do segundo veículo declarou que o trabalho de Anabel não tinha afetado os interesses dos cartéis de drogas, por isso não via ligação da morte dele com o tráfico. No entanto, o procurador de Veracruz discorda, mas sem dar detalhes sobre quais informações publicadas por ela possam ter desencadeado o crime.

O Estado de Veracruz é um local importante para as ramificações do tráfico de drogas, de pessoas, prostituição, sequestro, extorsão e roubo de combustível. Desde 2000, de acordo com dados da ONG Repórteres Sem Fronteiras, 16 jornalistas foram mortos na região. Dados de Artigo 19, mostram que em todo o México 92 profissionais de imprensa foram assassinados e há 23 desaparecidos, tornando o país um dos mais perigosos para o exercício do jornalismo no mundo.


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