Procurador acusado de integrar quadrilha tentou tirar nome do site da Justiça Federal
Procurador acusado de integrar quadrilha tentou tirar nome do site da Justiça Federal
Depois de ter sido denunciado pela Procuradoria da República por integração de quadrilha, o procurador-geral da União Jefferson Carús Guedes tentou excluir seu nome do site da Justiça Federal para evitar um "desgaste" à sua imagem. Em pedido à 4ª Vara Criminal Federal, em abril, Guedes ressaltou que a ação corre sob segredo, segundo a Agência Estado.
Na última segunda-feira (3), Guedes deixou o cargo, mesmo dia em que o Estado revelou que ele é acusado de formação de quadrilha em processo criminal que corre na Justiça Federal. Em nota em sua página de notícias na internet, a AGU confirmou a versão de Guedes, acrescentando que ele queria "evitar que se cause qualquer desgaste à Advocacia-Geral da União".
No pedido de exoneração, Guedes afirma que é inocente das acusações que pesam contra ele no processo e esclarece que pediu demissão porque não existe a hipótese de licenciamento do cargo. Ele ressalta que a tramitação da ação contra ele foi suspensa por liminar do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região.
Sobre o sigilo a respeito de seu nome, a Justiça considerou que "a medida assecuratória (sigilo) foi mantida pela decisão que recebeu a denúncia e que terceiros efetivamente não terão acesso a nenhum documento sigiloso constante dos autos". No entanto, ficou estabelecido que o pedido do Procurador da extinção de seu nome entre os nomes dos réus do sistema eletrônico da Justiça é "incabível" e que "o sigilo processual não abarca a constatação da existência da ação penal e do nome dos acusados, pois estes dados não são sigilosos".
O processo contra Guedes é resultado de desdobramentos da Operação Perseu, realizada pela Polícia Federal em 2004. Na ocasião foram presos 12 auditores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e empresários de oito Estados. Conforme as investigações, há suspeitas de fraudes na Previdência de cerca de R$ 100 milhões. Guedes era na época procurador-geral do INSS.
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