Procurador acusado de integrar quadrilha tentou tirar nome do site da Justiça Federal

Procurador acusado de integrar quadrilha tentou tirar nome do site da Justiça Federal

Atualizado em 04/11/2008 às 10:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Depois de ter sido denunciado pela Procuradoria da República por integração de quadrilha, o procurador-geral da União Jefferson Carús Guedes tentou excluir seu nome do site da Justiça Federal para evitar um "desgaste" à sua imagem. Em pedido à 4ª Vara Criminal Federal, em abril, Guedes ressaltou que a ação corre sob segredo, segundo a Agência Estado.

Na última segunda-feira (3), Guedes deixou o cargo, mesmo dia em que o Estado revelou que ele é acusado de formação de quadrilha em processo criminal que corre na Justiça Federal. Em nota em sua página de notícias na internet, a AGU confirmou a versão de Guedes, acrescentando que ele queria "evitar que se cause qualquer desgaste à Advocacia-Geral da União".

No pedido de exoneração, Guedes afirma que é inocente das acusações que pesam contra ele no processo e esclarece que pediu demissão porque não existe a hipótese de licenciamento do cargo. Ele ressalta que a tramitação da ação contra ele foi suspensa por liminar do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região.

Sobre o sigilo a respeito de seu nome, a Justiça considerou que "a medida assecuratória (sigilo) foi mantida pela decisão que recebeu a denúncia e que terceiros efetivamente não terão acesso a nenhum documento sigiloso constante dos autos". No entanto, ficou estabelecido que o pedido do Procurador da extinção de seu nome entre os nomes dos réus do sistema eletrônico da Justiça é "incabível" e que "o sigilo processual não abarca a constatação da existência da ação penal e do nome dos acusados, pois estes dados não são sigilosos".

O processo contra Guedes é resultado de desdobramentos da Operação Perseu, realizada pela Polícia Federal em 2004. Na ocasião foram presos 12 auditores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e empresários de oito Estados. Conforme as investigações, há suspeitas de fraudes na Previdência de cerca de R$ 100 milhões. Guedes era na época procurador-geral do INSS.

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