Processo movido por presidente do Equador leva três jornalistas à prisão
O juiz equatoriano Juan Paredes concedeu ao presidente, Rafael Correa, a vitória no processo movido contra jornalistas do El Universo
Atualizado em 21/07/2011 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O juiz equatoriano Juan Paredes concedeu ao presidente, Rafael Correa, a vitória no processo movido contra jornalistas do El Universo, na última quarta-feira (20), e condenou três diretores e um ex-editor a tês anos de prisão. Além da detenção, os réus deverão pagar uma indenização de US$ 40 milhões - US$ 10 milhões para cada condenado e mais US$ 10 milhões do jornal.
Nicolás Pérez, subdiretor do jornal, postou em sua página no Twitter a sentença do magistrado e informou que o diretor Carlos Pérez, o subdiretor César Pérez e o ex-editor de opinião, Emilio Palacio, haviam recebido a mesma pena.
O processo foi apresentado por Correa em 21 de março deste ano, devido a um artigo publicado por Emilio Palacio, intitulado "Não à mentira". No texto, o jornalista chama o presidente de "ditador" e acusa-o de ordenar disparos contra um hospital durante uma rebelião policial, além de criticar a intenção dele de perdoar os envolvidos nos protestos contra o governo.
Na ocasião, o presidente pedia a condenação dos quatro jornalistas a prisão e o pagamento de US$ 80 milhões de dólares por injúria. O jornal tentou negociar meios para evitar a pena, oferecendo espaço no jornal para que o presidente explicasse o caso. Porém, Correa negou, afirmando que a condenação seria o "melhor legado que poderia deixar para o Equador: demonstrar que os cidadãos podem se defender diante dos abusos da imprensa".
Correa tem uma relação conturbada com a imprensa. Em fevereiro, ele moveu um outro processo contra os jornalistas Juan Carlos Calderón e Christian Zurita, autores do livro "Big Brother", , em que pede US$ 10 mil de indenização.
As informações são da agência AFP Leia Mais

Nicolás Pérez, subdiretor do jornal, postou em sua página no Twitter a sentença do magistrado e informou que o diretor Carlos Pérez, o subdiretor César Pérez e o ex-editor de opinião, Emilio Palacio, haviam recebido a mesma pena.
O processo foi apresentado por Correa em 21 de março deste ano, devido a um artigo publicado por Emilio Palacio, intitulado "Não à mentira". No texto, o jornalista chama o presidente de "ditador" e acusa-o de ordenar disparos contra um hospital durante uma rebelião policial, além de criticar a intenção dele de perdoar os envolvidos nos protestos contra o governo.
Na ocasião, o presidente pedia a condenação dos quatro jornalistas a prisão e o pagamento de US$ 80 milhões de dólares por injúria. O jornal tentou negociar meios para evitar a pena, oferecendo espaço no jornal para que o presidente explicasse o caso. Porém, Correa negou, afirmando que a condenação seria o "melhor legado que poderia deixar para o Equador: demonstrar que os cidadãos podem se defender diante dos abusos da imprensa".
Correa tem uma relação conturbada com a imprensa. Em fevereiro, ele moveu um outro processo contra os jornalistas Juan Carlos Calderón e Christian Zurita, autores do livro "Big Brother", , em que pede US$ 10 mil de indenização.
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