Processado por entrevista, ex-presidente do Santos rebate acusação do pai de Neymar

Santista havia afirmado que o ex-jogador havia assinado um acordo com o Barcelona em 2011. Processado, ele afirma estar “com a alma lavada”.

Atualizado em 08/10/2014 às 18:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta quarta-feira (08/10), o ex-presidente do Santos Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, demonstrou alívio após uma publicada pelo portal UOL mostrar um documento que prova a negociação de Neymar com o Barcelona ainda em 2011. O acordo não tinha aval do clube que, por meio do dirigente, manifestou insatisfação com a notícia por meio de uma concedida à ESPN.

Crédito:Divulgação Pai de Neymar processa ex-presidente do Santos após suposta ofensa em entrevista
A declaração foi proferida logo após deixar à presidência do time. Por conta de sua fala, foi acionado na justiça pelo pai do atleta. "Estou sendo processado por conta de uma entrevista que eu dei que ele considerou ofensiva, quando a ofensa quem cometeu foi ele, contra oito milhões de santistas, um clube com mais de 100 anos, que pegou o garotinho com 10, franzino, e levou ao estrelato mundial".
A ação judicial tramita na justiça paulista. De acordo com o executivo, o acordo foi um ato de deslealdade, pois fere os princípios básicos que regiam o contrato do jogador com o Santos. “E a mim, que talvez mais do que outros santistas, o episódio doeu fortemente. Fui responsável de convencê-lo a continuar no Brasil, mostrando que sua ida à Europa era um equivoco irremediável".
À ESPN, Laor também sobre uma carta entregue ao desafeto à época que o permitia conversar com outros clubes. “Teria que ir dormir ou tomar banho com o pai do Neymar para impedir que ele conversasse com outros clubes. A carta que o Santos deu não tinha função nenhuma. Não imaginava que isso iria acontecer. Se eu soubesse que ele tinha essa intenção, não assinaria". O ex-presidente concedeu uma entrevista coletiva durante o anúncio da candidatura de Fernando Silva à presidência do Santos. O dirigente é considerado como um homem forte do Santos no futebol durante a última gestão. "Vou assinar um protocolo em que me coloco à disposição quando ele precisar. Com a saúde em dia, digo que estou com o Fernando, não abre e vou até o fim", salienta.