Prisões de jornalistas na Turquia põe em xeque a liberdade de imprensa no país
Prisões de jornalistas na Turquia põe em xeque a liberdade de imprensa no país
Atualizado em 21/03/2011 às 12:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
A liberdade de imprensa na Turquia está sendo cerceada e jornalistas estão sendo presos por criticarem o governo do premiê Recep Tayyip Erdogan, ressalta a revista alemã Der Spiegel, em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira (21).
A reportagem da Spiegel relata a prisão - executada por agentes da unidade antiterror TEM - do jornalista Ahmet Sik, jornalista e palestrante universitário, e de Nedim Sener, do diário liberal Milliyet , um dos repórteres investigativos mais conhecidos do país.
Ele e mais outros nove jornalistas foram presos, mas segundo o o procurador Zekeriya Öz, as prisões não aconteceram devido a publicações de artigos jornalísticos, mas por suspeitas de que Sik e Sener compõem um grupo conspiratório para a derrubada de Erdogan e de seu Partido da Justiça e Desenvolvimento, o partido conservador com raízes islâmicas atualmente no poder na Turquia. O caso é conhecido como "Ergenekon".
Sik e Sener são hoje as vítimas mais proeminentes na onda de prisões que começou há quatro semanas, quando a TEM apareceu nos escritórios de Istambul do portal de internet Oda-TV, onde prenderam funcionários e fecharam temporariamente o site. A matéria levanta questionamentos a respeito dessa atitude em relação à imprensa, por ser um dos países referenciais no mundo árabe quanto a democracia e liberdade de imprensa.
"Por que o país colocou recentemente 68 jornalistas atrás das grades e por que as associações de imprensa da Turquia descrevem uma atmosfera que faz lembrar a era de caça às bruxas comunistas de Joseph McCarthy? De que crimes esses jornalistas estão sendo realmente acusados pelo governo?", questiona o texto.
Suspeita-se que Erdogan estaria usando o Estado para perseguir opositores de seu governo. "Nossa imprensa é mais livre que nos EUA", afirmou o premiê em 2009.
Apenas um ano depois, a Turquia, que é candidata a ingressar na União Europeia, caiu na lista de liberdade de imprensa publicada anualmente pela organização Repórteres sem Fronteiras - para o número 138 de 178 países.
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A reportagem da Spiegel relata a prisão - executada por agentes da unidade antiterror TEM - do jornalista Ahmet Sik, jornalista e palestrante universitário, e de Nedim Sener, do diário liberal Milliyet , um dos repórteres investigativos mais conhecidos do país.
Ele e mais outros nove jornalistas foram presos, mas segundo o o procurador Zekeriya Öz, as prisões não aconteceram devido a publicações de artigos jornalísticos, mas por suspeitas de que Sik e Sener compõem um grupo conspiratório para a derrubada de Erdogan e de seu Partido da Justiça e Desenvolvimento, o partido conservador com raízes islâmicas atualmente no poder na Turquia. O caso é conhecido como "Ergenekon".
Sik e Sener são hoje as vítimas mais proeminentes na onda de prisões que começou há quatro semanas, quando a TEM apareceu nos escritórios de Istambul do portal de internet Oda-TV, onde prenderam funcionários e fecharam temporariamente o site. A matéria levanta questionamentos a respeito dessa atitude em relação à imprensa, por ser um dos países referenciais no mundo árabe quanto a democracia e liberdade de imprensa.
"Por que o país colocou recentemente 68 jornalistas atrás das grades e por que as associações de imprensa da Turquia descrevem uma atmosfera que faz lembrar a era de caça às bruxas comunistas de Joseph McCarthy? De que crimes esses jornalistas estão sendo realmente acusados pelo governo?", questiona o texto.
Suspeita-se que Erdogan estaria usando o Estado para perseguir opositores de seu governo. "Nossa imprensa é mais livre que nos EUA", afirmou o premiê em 2009.
Apenas um ano depois, a Turquia, que é candidata a ingressar na União Europeia, caiu na lista de liberdade de imprensa publicada anualmente pela organização Repórteres sem Fronteiras - para o número 138 de 178 países.
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