Prisão de jornalistas chineses preocupa organizações de liberdade de imprensa

Prisão de jornalistas chineses preocupa organizações de liberdade de imprensa

Atualizado em 14/02/2008 às 12:02, por Redação Portal IMPRENSA.

A Federação Internacional de Jornalista (FIJ) e a Associação Mundial de Jornais (WAN) afirmaram que a prisão de cerca de três dezenas de profissionais da comunicação na China é contrária aos ideais olímpicos e ao compromisso das autoridades chinesas em respeitar os direitos humanos.

A FIJ e a WAN exigiram do governo chinês a libertação de todos os profissionais detidos. A WAN pediu atenção especial aos casos de Qi Chonghuai, He Yanjie e Ma Shiping, detidos desde Junho de 2007 em Shandong após terem denunciado um caso de corrupção no seio do Partido Comunista Chinês.

De acordo com a organização, os três repórteres são acusados de "chantagem" e "suspeita de fraude" e a sua detenção prolongada contraria a própria lei chinesa, tendo o prazo para os julgar expirado em Dezembro.

Já a FIJ destaca que, apesar de sinais positivos como a libertação de Ching Cheong, Li Changqing e, mais recentemente, Yu Huafeng, ex-editor do Southern Metropolis Daily libertado a 8 de Fevereiro, após cumprir quatro dos oito anos de prisão a que foi condenado por alegada corrupção, a liberdade de imprensa e de expressão no Império do Meio ainda é bastante precária.

De acordo com informações do site português Jornalistas Online, a organização também se mostra preocupada com notícias recentes da Associação Olímpica Britânica (BOA) alertou os seus atletas para não falarem publicamente de assuntos sensíveis na China. Segundo um porta-voz do comitê de organização dos jogos, os atletas devem segui a Carta Olímpica, a qual não autoriza atos políticos.

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