Prisão de jornalista gera crise diplomática entre Venezuela e Chile
A prisão do jornalista Braulio Jatar, que tem dupla cidadania chilena e venezuelana, gerou uma crise diplomática entre os governos dosdois países.
Atualizado em 14/09/2016 às 09:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Jatar, que tem dupla cidadania chilena e venezuelana, gerou uma crise diplomática entre os governos dos dois países. O editor do jornal digital Reporte Confidencial foi detido no último dia 3 e é processado por crimes de extorsão, fraude, lavagem de dinheiro e desvio da ordem constitucional democrática.
Crédito:Divulgação Braulio Jatar foi preso no último dia 3 de setembro
De acordo com o jornal O Globo, familiares do jornalista e ONGs locais de defesa dos direitos humanos dizem que ele está preso porque foi o único que divulgou imagens de um panelaço contra o presidente Nicolás Maduro em Margarita e, nos últimos meses, denunciou a corrupção do ex-ministro da Defesa e atual governador de Nova Esparta, o general Carlos Mata Figueroa.
A Venezuela criticou a "ingerência" do Chile em assuntos internacionais. O governo de Michelle Bachelet respondeu que a promoção e a defesa de direitos humanos não tem fronteiras. "É assunto de legítima preocupação internacional", disse.
O caso do jornalista também levou o ministro das Relações Exteriores brasileiro, José Serra, a questionar as "arbitrárias detenções" ocorridas na Venezuela. Esse é um desdobramento que dificulta ainda mais o diálogo entre governo e oposição, indispensável para a superação da dramática crise política, econômica, social e humanitária que afeta a Venezuela”, ponderou.
A irmã de Jatar, Ana Julia, relatou que o jornalista foi simpatizante do chavismo, mas rompeu quando notou se tratar de um governo autoritário. "Nunca o perdoaram. Ele sofreu inspeções do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) no ano passado, quando lhe roubaram celulares e computadores que nunca devolvera", contou.
Segundo ela, Jatar está totalmente isolado na Prisão 26 de Julho, no estado de Guárico, e os advogados não podem vê-lo. A detenção dele soma-se à deportação de jornalistas internacionais do Le Monde e da Al Jazeera.
A ONG Espaço Público ressaltou que o governo Maduro aumentou a repressão depois da “Tomada de Caracas”, marcha convocada em 1º de setembro pela Mesa de Unidade Democrática (MUD). "Jatar foi sequestrado, não detido. Não havia ordem alguma da Justiça, como em muitos outros casos. São ações típicas de uma ditadura", observou o representante Osvaldo Cali.
Crédito:Divulgação Braulio Jatar foi preso no último dia 3 de setembro
De acordo com o jornal O Globo, familiares do jornalista e ONGs locais de defesa dos direitos humanos dizem que ele está preso porque foi o único que divulgou imagens de um panelaço contra o presidente Nicolás Maduro em Margarita e, nos últimos meses, denunciou a corrupção do ex-ministro da Defesa e atual governador de Nova Esparta, o general Carlos Mata Figueroa.
A Venezuela criticou a "ingerência" do Chile em assuntos internacionais. O governo de Michelle Bachelet respondeu que a promoção e a defesa de direitos humanos não tem fronteiras. "É assunto de legítima preocupação internacional", disse.
O caso do jornalista também levou o ministro das Relações Exteriores brasileiro, José Serra, a questionar as "arbitrárias detenções" ocorridas na Venezuela. Esse é um desdobramento que dificulta ainda mais o diálogo entre governo e oposição, indispensável para a superação da dramática crise política, econômica, social e humanitária que afeta a Venezuela”, ponderou.
A irmã de Jatar, Ana Julia, relatou que o jornalista foi simpatizante do chavismo, mas rompeu quando notou se tratar de um governo autoritário. "Nunca o perdoaram. Ele sofreu inspeções do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) no ano passado, quando lhe roubaram celulares e computadores que nunca devolvera", contou.
Segundo ela, Jatar está totalmente isolado na Prisão 26 de Julho, no estado de Guárico, e os advogados não podem vê-lo. A detenção dele soma-se à deportação de jornalistas internacionais do Le Monde e da Al Jazeera.
A ONG Espaço Público ressaltou que o governo Maduro aumentou a repressão depois da “Tomada de Caracas”, marcha convocada em 1º de setembro pela Mesa de Unidade Democrática (MUD). "Jatar foi sequestrado, não detido. Não havia ordem alguma da Justiça, como em muitos outros casos. São ações típicas de uma ditadura", observou o representante Osvaldo Cali.





