PRISA sofre ataque hacker; sites do “El País”, “Caracol” e “Ás” foram afetados
Um grupo de hackers promoveu uma série coordenada de ataques na quarta-feira (25) contra a plataforma digital do grupo PRISA. Entre os afetados estão os sites do El País, Cadena SER, 40 Principales, o jornal esportivo Ás e as rádios Caracol e W.
Atualizado em 27/10/2017 às 08:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução El País Brasil O acesso às notícias ficou intermitente e chegou a atingir a página do El País Brasil. Na semana passada, o coletivo Anonymous ameaçou iniciar uma campanha pró-Catalunha. As investidas teriam como alvo membros da imprensa, além de outras instituições espanholas. O Tribunal Constitucional, a Casa Real, o Partido Popular (do presidente do Governo central Mariano Rajoy), o Clube de Madri, a Comissão Nacional de Valores Mobiliários, o Centro Nacional de Inteligência e o clube de futebol Real Madrid, entre outros, também foram afetados.
Ainda na quarta-feira, os hackers anunciaram um ataque contra a Polícia Nacional depois que a página AnonCatalonia revelou suspeitas de que o coletivo tinha sido infiltrado pelas forças de segurança espanholas. Houve tensões dentro desse coletivo de hackers quando a sua conta no Twitter, chamada @anoncatalonia, publicou um arquivo com os supostos telefones de membros do Governo, algo que foi posteriormente desmentido.
O ataque DDoS ocorre quando um grande número de computadores tenta acessar um site ao mesmo tempo, derrubando-o. Entre as 10 ofensivas de quarta-feira aos servidores do El País em Madri, ficou comprovado que o tráfego vinha de países como China e Turquia. Técnicos do jornal, no entanto, disseram que isso não significa que os autores estivessem nesses países, pois é possível mobilizar ataques de forma remota.
Desde que a crise catalã se intensificou, com a convocação do referendo proibido pelo Tribunal Constitucional no início do mês, o El País vem publicando várias informações sobre o apoio de redes digitais russas ao independentismo e sobre o apoio de hackers de países próximos a Rússia.
Horas antes do ataque, o jornal revelou a visita a Barcelona de um aliado de Putin na Ossétia do Sul, uma zona georgiana na órbita do Kremlin cuja independência, proclamada nos anos 1990 em um contexto bélico, só foi reconhecida por Nicarágua, Venezuela e a própria Rússia.
Saiba mais:

Ainda na quarta-feira, os hackers anunciaram um ataque contra a Polícia Nacional depois que a página AnonCatalonia revelou suspeitas de que o coletivo tinha sido infiltrado pelas forças de segurança espanholas. Houve tensões dentro desse coletivo de hackers quando a sua conta no Twitter, chamada @anoncatalonia, publicou um arquivo com os supostos telefones de membros do Governo, algo que foi posteriormente desmentido.
O ataque DDoS ocorre quando um grande número de computadores tenta acessar um site ao mesmo tempo, derrubando-o. Entre as 10 ofensivas de quarta-feira aos servidores do El País em Madri, ficou comprovado que o tráfego vinha de países como China e Turquia. Técnicos do jornal, no entanto, disseram que isso não significa que os autores estivessem nesses países, pois é possível mobilizar ataques de forma remota.
Desde que a crise catalã se intensificou, com a convocação do referendo proibido pelo Tribunal Constitucional no início do mês, o El País vem publicando várias informações sobre o apoio de redes digitais russas ao independentismo e sobre o apoio de hackers de países próximos a Rússia.
Horas antes do ataque, o jornal revelou a visita a Barcelona de um aliado de Putin na Ossétia do Sul, uma zona georgiana na órbita do Kremlin cuja independência, proclamada nos anos 1990 em um contexto bélico, só foi reconhecida por Nicarágua, Venezuela e a própria Rússia.
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