Principais jornais do País destacam morte de Santiago Andrade em seus editoriais
Alguns dos principais jornais que chegaram às bancas na manhã desta terça-feira (11/2) no Brasil trouxeram na capa uma menção, homenagem ou protesto pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, atingido por um rojão durante protestos contra o aumento da passagem de ônibus no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (6/2).
Atualizado em 11/02/2014 às 15:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Folha de S. Paulo estampou a seguinte manchete: "País tem 1ª morte por ataque de manifestante em protesto". Em editorial, o jornal criticou duramente a violência dos protestos que vêm se multiplicando pelo País desde o ano passado. Também saiu em defesa das manifestações pacíficas e exigiu do Estado que trate os criminosos infiltrados como tais, destacando ainda a ameaça à liberdade de imprensa. "Há uma mudança em curso no Brasil, mas já não está claro se o país sairá desse processo melhor do que entrou", conclui o texto.
Crédito:Reprodução Folha de S.Paulo, Estadão, Estado de Minas, O Globo, entre outros, destacaram morte de cinegrafista nesta terça-feira (11/02) Já a manchete do jornal carioca O Globo trouxe a chamada: "Vítima do radicalismo". A publicação também destacou em seu editorial o assunto. O texto lembra o caso do estudante Edson Luís, morto por um Policial Militar durante um protesto em 1968 no Rio de Janeiro, em plena ditadura militar, e também criticou grupos radicais que se infiltram em manifestações pacíficas para agir com violência, opondo-se aos ideais democráticos dos verdadeiros protestantes. "Deve-se entender que atacar repórteres, de qualquer veículo de imprensa, mídia dita ninja, etc. é cercear o direito de a sociedade se informar. Trata-se de uma atitude autoritária, a ser repelida pelos verdadeiros democratas", diz ainda o texto.
"Santiago morreu. E agora, Brasil?", diz a manchete do Estado de Minas desta terça-feira. Com a imagem do exato momento em que o rojão explodiu na cabeça do cinegrafista, o jornal publicou também suas críticas à violência: "Com a morte de Santiago, perde a democracia, perde o país, perdemos todos nós. Gritar contra opressão e injustiça é direito sagrado. Mas sem nunca perder o respeito à vida humana e à sociedade".
O jornal Meia Hora , do Rio de Janeiro, trouxe também na capa a imagem de uma bandeira branca com os dizeres "Chega! Nosso protesto é contra o assassinato de um pai de família, alvejado covardemente enquanto trabalhava". Outros jornais também deram destaque à morte do jornalista em suas manchetes, como o O Estado de S. Paulo , Correio Braziliense , A Tarde , entre outros.





