Primeiro-ministro português defende criação de operadora luso-brasileira de telecom

Primeiro-ministro português defende criação de operadora luso-brasileira de telecom

Atualizado em 29/10/2008 às 19:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Em encontro com políticos e jornalistas brasileiros nesta quarta-feira (29), o primeiro-ministro português, José Sócrates, defendeu a criação de uma grande operadora luso-brasileira de telecomunicações para proteger e difundir a língua portuguesa no mundo. "A língua portuguesa é o mais importante ativo que temos, é o nosso maior patrimônio", afirmou o dirigente, acrescentando que é "responsabilidade de todos" defender e promover o idioma materno.

Apesar de não especificar se a criação deste veículo deve ocorrer através de movimentos de consolidação ou mediante parcerias estratégicas entre as empresas do mercado, segundo informado pela Agência Brasil, Sócrates voltou a frisar a necessidade de se criar uma companhia que possa competir com outras do setor a nível internacional. Por outro lado, o primeiro-ministro ressaltou a existência de "disputa" entre as principais línguas mundiais e afirmou que a difusão da língua "se deve fazer também através de parcerias" entre as mesmas empresas de telecomunicações. "A responsabilidade é grande e começa nas telecomunicações", declarou.

Durante a cerimônia de assinatura de protocolo entre a Portugal Telecom (PT) e a Bahia, Sócrates disse que a operadora portuguesa "está na Vivo para ficar", de acordo com informação da Agência Lusa. Ele apelidou a PT de "jóia da coroa" entre as empresas nacionais, sem mencionar o atual cenário que a mesma enfrenta com a concorrência da espanhola Telefónica sobre o controle da operadora brasileira.

O apoio dos espanhóis à Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Sonaecom sobre a PT, em 2006, reduziu a parceria estratégica entre as duas empresas de telefonia ibéricas a quase um casamento de conveniência. Tanto a Portugal Telecom como a Telefónica recusam vender a sua metade à Vivo, afirmando-se, pelo contrário, como compradoras.

Por outro lado, os analistas que acompanham o setor consideram que o novo grupo brasileiro de telecomunicações que vai nascer da fusão entre a Telemar (Oi) e a Brasil Telecom poderia ser uma alternativa de investimento para a PT, através de uma troca de participações, um movimento que o governo brasileiro já anunciou ver com bons olhos.

Leia mais

-
-
-
-