Pressão de investidor leva a troca de comando do Twitter, dizem agências
Anunciada nesta segunda-feira, 29 de novembro, a saída de Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter, do cargo de presidente-executivo da rede social, seria resultado de pressão exercida pelo grupo investidor Elliott Management.
Atualizado em 29/11/2021 às 15:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
A informação foi publicada por agências de notícias que cobrem o mercado de ações, como Reuters e Bloomberg.
Liderado pelo bilionário Paul Singer, conhecido apoiador do Partido Republicano nos EUA, o grupo Elliott Management vinha solicitando que Dorsey deixasse suas atribuições no Twitter supostamente em função da excentricidade do executivo. O fundador da rede social é praticante de ioga e apreciador de jornadas de auto-conhecimento - recentemente ele disse que pretende morar na África. Crédito:Reprodução Tal perfil seria considerado inadequado por Paul Singer, famoso por forçar empresas a substituir executivos e a mudar seus conselhos administrativos, quase sempre conseguindo elevar com tais estratégias o valor dos conglomerados de ações que administra.
Desinformação
A mudança no comando do Twitter levanta questionamentos acerca de ações da empresa para evitar a circulação de fake news sobre temas como pandemia e mudanças climáticas - e para coibir a proliferação de perfis falsos capazes de influenciar processos eleitorais. Em suma, o temor é de que a saída de Dorsey possa de alguma forma afrouxar os mecanismos de contenção de desinformação na plataforma.
Seja como for, Jack Dorsey deve continuar liderando a empresa de pagamentos digitais Square, da qual também é CEO. Ele também seguirá como membro do conselho do Twitter até o ano que vem.
Em 2008, dois anos após a fundação do Twitter, Jack Dorsey já havia sido afastado da empresa. Naquela época, o tempo gasto pelo executivo com aulas de design de moda teria sido um dos fatores de descontentamento dos investidores.
Dorsey só retornou em 2015. Durante o período de afastamento, a empresa foi comandada pelo cofundador Evan Williams e depois pelo executivo Dick Costolo.
O sucessor de Dorsey será Parag Agrawal, que ocupava o cargo de diretor de tecnologia desde 2017. Ele ingressou no Twitter como engenheiro de software em 2011.
Liderado pelo bilionário Paul Singer, conhecido apoiador do Partido Republicano nos EUA, o grupo Elliott Management vinha solicitando que Dorsey deixasse suas atribuições no Twitter supostamente em função da excentricidade do executivo. O fundador da rede social é praticante de ioga e apreciador de jornadas de auto-conhecimento - recentemente ele disse que pretende morar na África. Crédito:Reprodução Tal perfil seria considerado inadequado por Paul Singer, famoso por forçar empresas a substituir executivos e a mudar seus conselhos administrativos, quase sempre conseguindo elevar com tais estratégias o valor dos conglomerados de ações que administra.
Desinformação
A mudança no comando do Twitter levanta questionamentos acerca de ações da empresa para evitar a circulação de fake news sobre temas como pandemia e mudanças climáticas - e para coibir a proliferação de perfis falsos capazes de influenciar processos eleitorais. Em suma, o temor é de que a saída de Dorsey possa de alguma forma afrouxar os mecanismos de contenção de desinformação na plataforma.
Seja como for, Jack Dorsey deve continuar liderando a empresa de pagamentos digitais Square, da qual também é CEO. Ele também seguirá como membro do conselho do Twitter até o ano que vem.
Em 2008, dois anos após a fundação do Twitter, Jack Dorsey já havia sido afastado da empresa. Naquela época, o tempo gasto pelo executivo com aulas de design de moda teria sido um dos fatores de descontentamento dos investidores.
Dorsey só retornou em 2015. Durante o período de afastamento, a empresa foi comandada pelo cofundador Evan Williams e depois pelo executivo Dick Costolo.
O sucessor de Dorsey será Parag Agrawal, que ocupava o cargo de diretor de tecnologia desde 2017. Ele ingressou no Twitter como engenheiro de software em 2011.





