Presidente venezuelano ameaça expulsar CNN do país por "propaganda de guerra"
Na última quinta-feira (20/2), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ameaçou expulsar a CNN do país se a emissora americana não mudar sua cobertura dos protestos antigovernamentais, a qual considerou como uma "propaganda de guerra".
Atualizado em 21/02/2014 às 10:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Presidente ameaçou expulsar a emissora americana se não fizer cobertura como ele quer
De acordo com a Reuters, a onda de protestos se intensificou no país. Opositores organizaram barricadas nos bairros de Caracas e em cidades do interior após uma noite violenta na capital com conflitos entre manifestantes e forças de segurança.
"Eu disse à ministra [da Comunicação] que notifique a CNN que começamos o processo administrativo para tirá-los da Venezuela se não corrigirem [a cobertura]", declarou Maduro em um evento exibido em rede de rádio e televisão.
O chefe de Estado disse que a emissora tem como objetivo "justificar uma guerra civil" e a "intervenção" de tropas americanas no país. "Que a CNN se vá da Venezuela, já basta de propaganda de guerra, não aceito propaganda de guerra contra a Venezuela, se não corrigirem, fora da Venezuela CNN, fora!", acrescentou.
Na semana passada, o canal internacional de notícias em espanhol NTN24, transmitido da Colômbia, denunciou que seu sinal foi cortado enquanto informava sobre os confrontos. Os venezuelanos avaliam a medida como um "apagão informativo" após as principais emissoras deixarem de mostrar as ações mais hostis dos atos.
Assista ao vídeo:





