Presidente sírio diz que jornalista vítima em ataque foi responsável por sua morte

Em entrevista à emissora americana NBC na última quinta-feira (13/7), o presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que a jornalista americana , assassinada em um bombardeio atribuído ao governo, em 2012, é "responsável por sua morte".

Atualizado em 14/07/2016 às 16:07, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Wikimedia commons Assad culpou a jornalista por sua própria morte
"É uma guerra e ela entrou ilegalmente na Síria, trabalhou com os terroristas [termo usado pelo governo para se referir aos rebeldes]. Portanto, foi responsável por tudo o que lhe aconteceu", afirmou.
Assad alegou que as forças armadas não sabiam onde Marie estava e que ninguém sabe se a jornalista morreu atingida por um míssil, qual artefato foi e de onde veio. "Ninguém tem provas. São apenas acusações", destacou.
O presidente sírio lembrou também que centenas de profissionais de imprensa estiveram no país legal e ilegalmente. "Por que escolher esta pessoa para matar? Não há qualquer razão", acrescentou.
Na última segunda-feira (11/7), a família de Marie informou que decidiu processar o governo pela morte dela em 22 de fevereiro de 2012, na cidade de Homs. A correspondente do jornal britânico Sunday Times foi vítima do bombardeio a um apartamento que operava como centro de imprensa.
A ação foi aberta no último sábado (9/7), em Washington (EUA). A família argumenta que o ataque foi premeditado pelo fato de o local abrigar repórteres que cobriam a guerra civil no país. Além de Marie, o fotógrafo francês Remi Ochlik também foi morto.