Presidente sírio concede entrevista à imprensa ocidental e nega "crimes contra a humanidade"
O presidente da Síria, Bashar al-Assad, concedeu sua primeira entrevista à imprensa ocidental desde os violentos confrontos entre tropas de seu governo e a população civil, iniciados em março, à emissora norte-americana ABC, noticia O Estado de S.
Atualizado em 08/12/2011 às 10:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Paulo .
Assad negou as acusações de que estaria realizando um massacre contra o povo sírio, e questionou a credibilidade dos dados e a autoridade da ONU como instituição, que denunciou a morte de mais de quatro mil pessoas neste período, classificando a situação no país como 'guerra civil', após inquérito. Ele é acusado de cometer 'crimes contra a humanidade'.
"Fiz o meu melhor para proteger o povo e você não pode sentir culpa quando faz o seu melhor. Lamentam-se as vidas perdidas, mas não sente culpa", disse o presidente à jornalista Barbara Walters.
A profissional questionou Assad sobre os episódios de violência usados pela polícia contra a população, enunciando exemplos de morte e tortura. O presidente negou a veracidade das informações, apesar de haver vídeos e imagens registradas. "Foram de casa em casa, prenderam crianças. Eu vi essas imagens", insistiu a repórter.
"Para ser franco com você, Barbara, não acredito no que está dizendo", disse o presidente. Segundo ele, as violências foram cometidas por "indivíduos" e não "instituições".
O porta-voz da Casa Branca, Marc Toner, disse que as afirmações feitas na entrevista "não são críveis". "O mundo está testemunhando o que ocorre na Síria (...). Acho que todos que assistiram à entrevista concluíram que as respostas de Assad simplesmente não são críveis".
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Assad negou as acusações de que estaria realizando um massacre contra o povo sírio, e questionou a credibilidade dos dados e a autoridade da ONU como instituição, que denunciou a morte de mais de quatro mil pessoas neste período, classificando a situação no país como 'guerra civil', após inquérito. Ele é acusado de cometer 'crimes contra a humanidade'.
"Fiz o meu melhor para proteger o povo e você não pode sentir culpa quando faz o seu melhor. Lamentam-se as vidas perdidas, mas não sente culpa", disse o presidente à jornalista Barbara Walters.
A profissional questionou Assad sobre os episódios de violência usados pela polícia contra a população, enunciando exemplos de morte e tortura. O presidente negou a veracidade das informações, apesar de haver vídeos e imagens registradas. "Foram de casa em casa, prenderam crianças. Eu vi essas imagens", insistiu a repórter.
"Para ser franco com você, Barbara, não acredito no que está dizendo", disse o presidente. Segundo ele, as violências foram cometidas por "indivíduos" e não "instituições".
O porta-voz da Casa Branca, Marc Toner, disse que as afirmações feitas na entrevista "não são críveis". "O mundo está testemunhando o que ocorre na Síria (...). Acho que todos que assistiram à entrevista concluíram que as respostas de Assad simplesmente não são críveis".
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