Presidente egípcio e jornalistas serão julgados por ofensas ao poder judicial

Um tribunal penal do Egito vai julgar o presidente islamita Mohamed Morsi, destituído pelo exército em julho do ano passado, e outros 24 acusados, incluindo um jornalista e editor-chefe do diário Sawt al Umma (A Voz da Nação, em português), por alegadas ofensas ao poder judicial.

Atualizado em 20/01/2014 às 15:01, por Redação Portal IMPRENSA.



Segundo o site Notícias ao Minuto, Morsi terá de responder sobre os insultos que proferiu contra vários juízes durante um discurso público em junho do ano passado. Na ocasião, ele havia acusado os juízes de participarem em atos de fraude eleitoral durante o regime de Hosni Mubarak.

Além de Morsi, Mohamed Saad Katatni, ex-presidente do partido Liberdade e Justiça (braço político da Irmandade Muçulmana), o dirigente do movimento islamita Mohamed el Beltagui, o editor-chefe do Sawt al Umma , Abdel Halim Qandil e o jornalista Ahmed Hasan Sherkaui, estão entre os acusados.

O tribunal alega que as personalidades indicadas serão repreendidas por "insultar o poder judicial e os juízes, incitar o desrespeito pelos tribunais através de entrevistas televisivas e radiofônicas e nas redes sociais".