Presidente do SindiJor-PR avalia questão do diploma para exercício da profissão

Presidente do SindjorPR avalia os grandes grupos de comunicação sobre direitos e deveres... Leia nota completa no Portal IMPRENSA

Atualizado em 10/06/2011 às 11:06, por Luiz Gustavo Pacete enviado a Curitiba (PR).

Crédito:Valquir Aureliano Entrega do 16º Prêmio Sangue Novo, em Curitiba - PR

O Sindicato dos Jornalistas do Paraná (SindJor-PR) realizou, na noite da última quinta-feira (09\\06), a entrega da 16ª edição do Prêmio Sangue Novo de Jornalismo em cerimônia realizada no Auditório do Canal da Música em Curitiba (PR). O prêmio reconhece os projetos jornalísticos desenvolvidos pelos estudantes no estado com o objetivo de contribuir para melhorar a qualidade dos cursos universitários na região.

Na ocasião, o presidente do SindJor PR, Márcio de Oliveira Rodrigues, criticou duramente os grandes grupos de comunicação, principais interessados na queda da obrigatoriedade do diploma. Rodrigues reforçou a todos os estudantes e futuros profissionais que o sindicato "é a casa onde eles sempre serão acolhidos". Em entrevista ao Portal IMPRENSA , ele reforça a luta do sindicato pela volta da exigência do diploma e fala sobre as grandes empresas de comunicação do Paraná. "Ela precarizam as condições de trabalho, lutam pela redução de salários e acabam por contratar pessoas sem a responsabilidade jornalística", diz.

Rodrigues destaca uma das conquistas da entidade no estado: a manutenção da exigência do diploma, algo que todas as empresas de comunicação deveriam cumprir. Um acordo coletivo entre Sindicato Patronal e o SindJorPR. "A cada dez anos, nosso sindicato processa dezenas de empresas de comunicação, pois elas não cumprem acordos que foram feitos e oferecem condições cada vez mais inaceitáveis aos seus funcionários". Rodrigues diz que "muitas vezes é fácil discutir a questão do diploma quando você olha para grandes centros, entretanto, é nas pequenas cidades do interior que isso se agrava. Pois, qualquer um pode fazer uma matéria".

O presidente ressalta que as grandes empresas de comunicação do estado não respeitam condições básicas como piso salarial e adicionais de hora extra, caso os profissionais extrapolem cinco horas previstas. "Rede Globo, Record, SBT, Rede Vida, Band e muitas outras empresas não respeitam condições elementares. Estamos há 16 anos sem receber o aumento, e ai, quando o sindicato questiona, grandes empresas de comunicação do estado dizem que não possuem rentabilidade para isso. É o caso de um grande jornal do Paraná, diz que não tem rentabilidade no meio do jornal, mas o grupo não possui só jornal, tem TV aberta, TV fechada, internet, rádio, isso é um grande mal".