Presidente do Sindijor-PI diz que reportagem da Folha é tendenciosa

Presidente do Sindijor-PI diz que reportagem da Folha é tendenciosa

Atualizado em 27/10/2010 às 10:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Presidente do Sindijor-PI diz que reportagem da Folha é tendenciosa

O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Piauí (Sindijor - PI), Luís Carlos Oliveira, criticou uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo , publicada na última segunda-feira (25), sobre propostas de criação de conselhos para monitoramento da mídia na Bahia, Alagoas e Piauí. Oliveira disse que a matéria é tendenciosa e que o veículo é contrário ao projeto pois pretende "manter o controle sobre a massificação da informação e não aceita nenhuma forma que possa democratizá-la".

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Divulgação
Luís Carlos Oliveira
m entrevista concedida a TV AZ na última terça (26), o presidente do Sindijor-PI falou sobre a polêmica gerada pelos projetos de criação de Conselhos Estaduais de Comunicação Social, recomendado durante a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro de 2009 por iniciativa do governo federal.

Oliveira explicou que a entidade "teria como papel fundamental" a fiscalização do "exercício da profissão de jornalista", além de servir como "um canal da sociedade para que se possa discutir políticas de comunicação junto ao poder público".

O representante do Sindijor declarou que a jornalista Elvira Lobato, que assina a reportagem "Mais 3 Estados têm projetos para monitorar a mídia", teria seguido os interesses do jornal: "Esta jornalista mal me ouviu e fez a matéria completamente tendenciosa, distorcendo tudo que estamos discutindo nos congressos, nos encontros de jornalistas. Ela está apenas seguindo aquilo que determina a Folha ", afirmou.

"A jornalista disse que o Wellington ( Dias, ex-governador do Piauí ) quer controlar a mídia, não é verdade. Quando era governador o próprio Wellington nos recebeu e simplesmente apoiou uma recomendação nossa, do Sindicato", explicou. "Ninguém quer censurar a imprensa, o que queremos é tornar o jornalismo uma profissão que valoriza quem estuda e se qualifica", afirmou o sindicalista.

Oliveira falou, ainda, sobre a aprovação da volta da exigência do diploma de jornalismo para exercício da profissão, que deverá passar por votação no Senado: "Após as eleições o projeto deverá ser levado ao Plenário da Câmara e também deverá ser votada no senado. Os dois senadores eleitos, Wellington Dias e Ciro Nogueira, já se manifestaram favorável à aprovação do projeto. É difícil precisar uma data para a sua aprovação, mas creio que até o ano que vem o diploma voltará a ser exigido".

Repercussão do caso

Na última terça (19), a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou a criação de um Conselho de Comunicação Social (Cecs) no Estado para a fiscalização dos meios de comunicação locais. O projeto ainda precisa passar por sanção do governador Cid Gomes (PSB) para iniciar suas atividades.

O projeto foi criticado por entidades, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O presidente da ANJ, Ricardo Pedreira, classificou a proposta como "obscurantista e autoritária". Já o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou que a criação do Cecs é "inconstitucional".
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