Presidente do Sindicato do RS nega tentativa de intimidação: "Intenção foi protegê-lo"
Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Milton Simas afirmou que não tentou intimidar o repórter Marc Sousa e lamentou a repercussão do caso.
“Acho que o vídeo é bem claro, mas foi editado. Eu disse que nós do Sindicato do RS defendemos a livre expressão e o pleno exercício da profissão, mas isso não foi mostrado. Os ânimos estavam exaltados depois do atentado que feriu duas pessoas a bala. Identificaram o repórter, falaram que iam ‘pegá-lo’. Minha intenção foi protegê-lo”, relatou Simas.
Seis dias depois do ocorrido, o presidente do Sindicato admite que a imagem de cinco pessoas ao redor de Marc Sousa abriu margem para interpretações, mas não se arrepende. “Eu peço desculpas se fui rude, mas não retiro o que disse. Eu estava com uma camisa do MST, por isso me identifiquei. Eu podia ter ficado olhando de braços cruzados, mas ia ser pior”, garante.
Simas disse que não quis criar um atrito com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, que emitiu nota crítica à atitude do colega gaúcho. Quando o Sindicato do RS divulgou um comunicado no Facebook para dar sua versão, muitos usuários da rede social fizeram comentários ofensivos.
“Falaram que eu era ladrão, que viajei com um amante, que iam me matar. Houve quem escrevesse que eu devia dinheiro em um bar perto do Sindicato e que na faculdade eu colhia dinheiro para fazer churrasco e sumia. Esse tipo de coisa. Quero esclarecer que a CUT custeou o ônibus da nossa viagem para Curitiba e as demais despesas com alimentação e outras coisas foram pagas por cada pessoa”, disse Simas.
O jornalista lamenta que apenas três veículos de comunicação entraram em contato com ele para colher a versão dos fatos. “A imprensa toda me julgou e execrou, mas poucos vieram falar comigo. Isso porque se fala tanto do bom jornalismo por aí”, queixou-se
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