Presidente do Sindicato do RS afirma que o piso único é o maior desafio da categoria
Presidente do Sindicato do RS afirma que o piso único é o maior desafio da categoria
Nesta sexta-feira (26), o Portal IMPRENSA falou com o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, 38. Formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em 1995, o jornalista atua desde 1999 no movimento sindical, assumindo a Presidência em abril deste ano. Nunes já trabalhou como correspondente do Jornal Zero Hora , em Pelotas, e no Pioneiro , em Vacaria. Atualmente, está vinculado ao Jornal VS , do Grupo Editorial Sinos, em São Leopoldo (RS).
O Estado do Rio Grande do Sul conta com cerca de nove mil jornalistas profissionais, sendo que desses, seis mil estão em atividade, com salários em torno de R$ 1.220, na capital e R$ 1 mil nas cidades do interior. Desse total ativo, cerca de 40% estão vinculados às redações dos meios de comunicação da capital e interior e os outros 60% estão nas assessorias de imprensa de órgãos públicos e empresas privadas. Nunes afirma que a grande maioria tem vínculo com o sindicato. "Acredito que de 70% a 80% dos profissionais são filiados ao Sindicato. Porém, desses números, em torno de 20% está ativo, os demais ou são aposentados ou inadimplentes".
Questionado sobre os maiores desafios da categoria, o presidente do Sindicato declarou que a cada dia o profissional se depara com a precarização dos postos de trabalho, sendo obrigado a acumular funções sem receber nenhum percentual de reposição. "O sindicato tem lutado para coibir isso, porém enfrenta muitas dificuldades em função da falta de informações. Com o surgimento do termo 'repórter multimídia', isso ficou ainda pior. Os patrões mascararam a precarização e a exploração com palavras bonitas que são aceitas pelos jornalistas, que muitas vezes são contrários às ações do sindicato", declara.
Dessa forma, a maior demanda do Sindicato, de acordo com Nunes, diz respeito à regulamentação profissional e à campanha em defesa do diploma de curso superior. "Outro ponto forte, porém que infelizmente não obtivemos sucesso, é em relação ao piso único da categoria".
O acordo coletivo deste ano foi assinado em setembro e, apesar de não ter conseguido atingir demandas como o piso único e algumas cláusulas sociais, conseguiu manter as já existentes, como férias, seguros, garantias para estudantes, entre outras.
Sobre os jornalistas que atuam sem diploma, Nunes é categórico. "Em função daquela liminar descabida de 2001, muitas pessoas entraram pela porta dos fundos e, infelizmente, estão inseridas no mercado de trabalho. Alguns deles chegaram a solicitar a carteira de jornalista, mas por sorte eles não têm obtido sucesso. Acredito que em torno de 2 mil pessoas fizeram esse registro, mas não quer dizer que todos estejam atuando", finaliza.






