Presidente do Legislativo de PE desiste de censurar jornais e retira ação
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Guilherme Uchoa (PDT), anunciou, na última quarta-feira (4/9), a retirada da ação judi
Presidente do Legislativo de PE desiste de censurar jornais e retira ação
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Guilherme Uchoa (PDT), anunciou na última quarta-feira (4/9) a retirada da ação judicial que proibiu a publicação de seu nome no Jornal do Commercio , no Diario de Pernambuco e na TV Clube em reportagens sobre um processo de adoção que, de acordo com o Ministério Público do Estado, possui indícios de irregularidade, com suposto tráfico de influência.
Segundo O Estado de S.Paulo , uma liminar concedida no último sábado (31/8) por um juiz plantonista do Tribunal de Justiça de Pernambuco censurava a veiculação do nome do deputado nos três veículos. Uchoa afirmou, em pronunciamento na tribuna da Assembleia, que não pediu que seu nome fosse preservado em reportagens e atribuiu ao seu advogado a iniciativa de entrar com a ação que, na prática, resultou em censura. O deputado disse também que confia “na responsabilidade da imprensa”.
Apesar de não assumir a autoria do pedido, o deputado tentou justificá-lo. “Gostaria, ainda, de dizer, por que razão foi tomada essa iniciativa. Em apenas um programa que é levado ao ar por uma emissora local, fotografias minhas foram mostradas dezenas de vezes”, afirmou.
Uchoa vinha sendo associado na imprensa a um processo de adoção que foi questionado pelo Ministério Público de Pernambuco. A promotora da Infância e Adolescência de Olinda Henriqueta de Belli denunciou irregularidades na concessão da guarda provisória de uma criança de um ano de idade a um casal formado por um piloto norte-americano e uma esteticista carioca, que estariam sendo favorecidos pela juíza Andréa Calado, da Vara da Infância e Adolescência de Olinda.
A promotora informou que recebeu visita da juíza acompanhada da filha do deputado, Giovana Uchoa, e que elas queriam saber qual seria o posicionamento do MP-PE a respeito do processo de adoção. A promotora se posicionou contra as decisões da juíza e entrou com uma representação contra no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a repercussão do episódio, o casal devolveu a criança à Vara da Infância e da Juventude de Olinda na última segunda (2/9).
Guilherme Uchoa negou conhecer a juíza e o casal que recebeu a guarda da menor e voltou a afirmar que não tem qualquer relação com o caso, como já havia feito no pedido de liminar. Também disse ter certeza de que a sua filha, Giovana Uchoa, “não praticou qualquer ato ilícito e muito menos ato definido como crime”.
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