Após ser apontado como responsável pelo fim da edição impressa do Hoy , o governo equatoriano rebateu as alegações. O presidente Rafael Correa afirmou que o encerramento das atividades está ligado à “péssima administração do jornal” e não à Lei de Comunicação criada pelo governo há um ano. A medida é vista pela presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Elizabeth Ballantine, como uma medida “perigosa e intervencionista”.
Crédito:Marcello Casal Jr./ AgBr Presidente do Equador rebateu acusações de que o governo seria o responsável pelo fim do jornal Hoy Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o líder do executivo equatoriano manifestou sua posição sobre o Hoy por meio de seu perfil oficial no . "O jornal Hoy vem acumulando prejuízos há anos em razão de uma péssima administração. Como mentem no país aqueles que deveriam informar", salientou Correa.
O órgão regulador da mídia equatoriana, criado com a Lei de Comunicação, também questionou a responsabilidade do governo. "Atribuir à lei uma má gestão administrativa é querer repassar a culpa da própria ineficácia", disse o diretor de Comunicação, Carlos Ochoa.
O dirigente ressalta que o diário acumulava problemas econômicos, administrativos e tributários antes de anunciar o fim da circulação impressa. "Os próprios trabalhadores suspenderam em diversas ocasiões seus trabalhos pedindo os salários atrasados", acrescentou Ochoa.
Liberdade de imprensa ameaçada
Em nota nesta terça-feira (1/7), a SIP classificou a Lei de Comunicação no Equador como uma “clara atitude intervencionista”, apontando o governo equatoriano como responsável pelo fechamento da edição impressa do jornal Hoy e pela "contínua deterioração da liberdade de imprensa" no país sul-americano.
Para a presidente da entidade, a medida governamental se intromete nos conteúdos dos meios independentes e privados. A dirigente acrescentou que os ataques e a indireta intervenção oficial demonstra a "deterioração não só da liberdade de imprensa, mas também das instituições democráticas".
De acordo com a AFP, com a aprovação do projeto, a informação passa a ser um "serviço público" e não mais um direito dos cidadãos, o que transgrediria tratados internacionais sobre a liberdade de expressão. A emenda foi duramente criticada no editorial de despedida do Hoy , publicado no último domingo (29/6). "As regulações restritivas da Lei de Comunicação nos obrigam a tomar a dura decisão de suspender a edição impressa diária do Hoy ", disse o diretor Jaime Mantilla aos leitores.
A opinião mais contundente é a do presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, que assegura que o governo de Correa "ficará na história como um dos maiores responsáveis por essa deterioração, tanto por atacar os meios independentes como por utilizar os veículos estatais como se fossem próprios. Isto não é nada diferente do que outros governos fascistas fizeram ao longo da história".
Crédito:Marcello Casal Jr./ AgBr Presidente do Equador rebateu acusações de que o governo seria o responsável pelo fim do jornal Hoy Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o líder do executivo equatoriano manifestou sua posição sobre o Hoy por meio de seu perfil oficial no . "O jornal Hoy vem acumulando prejuízos há anos em razão de uma péssima administração. Como mentem no país aqueles que deveriam informar", salientou Correa.
O órgão regulador da mídia equatoriana, criado com a Lei de Comunicação, também questionou a responsabilidade do governo. "Atribuir à lei uma má gestão administrativa é querer repassar a culpa da própria ineficácia", disse o diretor de Comunicação, Carlos Ochoa.
O dirigente ressalta que o diário acumulava problemas econômicos, administrativos e tributários antes de anunciar o fim da circulação impressa. "Os próprios trabalhadores suspenderam em diversas ocasiões seus trabalhos pedindo os salários atrasados", acrescentou Ochoa.
Liberdade de imprensa ameaçada
Em nota nesta terça-feira (1/7), a SIP classificou a Lei de Comunicação no Equador como uma “clara atitude intervencionista”, apontando o governo equatoriano como responsável pelo fechamento da edição impressa do jornal Hoy e pela "contínua deterioração da liberdade de imprensa" no país sul-americano.
Para a presidente da entidade, a medida governamental se intromete nos conteúdos dos meios independentes e privados. A dirigente acrescentou que os ataques e a indireta intervenção oficial demonstra a "deterioração não só da liberdade de imprensa, mas também das instituições democráticas".
De acordo com a AFP, com a aprovação do projeto, a informação passa a ser um "serviço público" e não mais um direito dos cidadãos, o que transgrediria tratados internacionais sobre a liberdade de expressão. A emenda foi duramente criticada no editorial de despedida do Hoy , publicado no último domingo (29/6). "As regulações restritivas da Lei de Comunicação nos obrigam a tomar a dura decisão de suspender a edição impressa diária do Hoy ", disse o diretor Jaime Mantilla aos leitores.
A opinião mais contundente é a do presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, que assegura que o governo de Correa "ficará na história como um dos maiores responsáveis por essa deterioração, tanto por atacar os meios independentes como por utilizar os veículos estatais como se fossem próprios. Isto não é nada diferente do que outros governos fascistas fizeram ao longo da história".

