Presidente de comissão da OAB comenta caso de repórter vítima de gordofobia
Após a repórter Samanta Vicentini ser alvo de comentários gordofóbicos durante uma transmissão ao vivo em sua página do Facebook, o jornal Extra consultou o advogado Jansen Oliveira, presidente da Comissão de Direito à Liberdade de Expressão da OAB, para tratar da liberdade de expressão na internet.
Atualizado em 10/06/2016 às 09:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
ser alvo de durante uma transmissão ao vivo em sua página do Facebook, o jornal Extra consultou o advogado Jansen Oliveira, presidente da Comissão de Direito à Liberdade de Expressão da OAB, para tratar da liberdade de expressão na internet.
Crédito:Reprodução Para advogado da OAB, as pessoas perderam o limite da internet
"O direito à liberdade de expressão é importante, mas deve conviver de forma harmoniosa com outros direitos, como o direito à privacidade e à dignidade. Na internet, as pessoas perderam esse limite, ou sequer o acharam", opina o defensor, que integra o departamento jurídico da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Para ele, a impunidade faz com que perfis disseminadores de ódio não se intimidem. "As pessoas ficam encorajadas por trás de uma tela, se acham invisíveis, mas esquecem, ou muitas vezes não sabem, que há delegacias especializadas em crimes virtuais".
O advogado também fala sobre uma possível crise de intolerância na sociedade. "As redes não criaram o ódio e a intolerância. Mas tudo na internet ganha grandes proporções, é altamente dimensionado. Inclusive, o ódio. E o ser humano, não somente o brasileiro, tem uma afeição pelo ódio", acrescenta.
De acordo com o jornal, após a repercussão do caso, divulgado por outros veículos, foi criado um perfil fake da repórter. A página, porém, foi banida pelo Facebook após ser denunciada. Embora o autor dos ataques à jornalista tenha deletado seu perfil na rede social, a investigação do caso segue normalmente. "O departamento jurídico do Extra está à frente da tomada de medidas legais sobre o caso", informa.
Crédito:Reprodução Para advogado da OAB, as pessoas perderam o limite da internet
"O direito à liberdade de expressão é importante, mas deve conviver de forma harmoniosa com outros direitos, como o direito à privacidade e à dignidade. Na internet, as pessoas perderam esse limite, ou sequer o acharam", opina o defensor, que integra o departamento jurídico da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Para ele, a impunidade faz com que perfis disseminadores de ódio não se intimidem. "As pessoas ficam encorajadas por trás de uma tela, se acham invisíveis, mas esquecem, ou muitas vezes não sabem, que há delegacias especializadas em crimes virtuais".
O advogado também fala sobre uma possível crise de intolerância na sociedade. "As redes não criaram o ódio e a intolerância. Mas tudo na internet ganha grandes proporções, é altamente dimensionado. Inclusive, o ódio. E o ser humano, não somente o brasileiro, tem uma afeição pelo ódio", acrescenta.
De acordo com o jornal, após a repercussão do caso, divulgado por outros veículos, foi criado um perfil fake da repórter. A página, porém, foi banida pelo Facebook após ser denunciada. Embora o autor dos ataques à jornalista tenha deletado seu perfil na rede social, a investigação do caso segue normalmente. "O departamento jurídico do Extra está à frente da tomada de medidas legais sobre o caso", informa.





