Presidente de associação diz que jornal impresso continua "rei" em países emergentes
O presidente da International Newsmedia Marketing Association (Inma), Earl Wilkinson, afirmou que os jornais impressos continuarão "rei
Atualizado em 22/11/2011 às 09:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
O presidente da International Newsmedia Marketing Association (Inma), Earl Wilkinson, afirmou que os jornais impressos continuarão "reis" por mais algumas décadas em países em que a classe média está crescendo, com população semianalfabeta, informa a Folha de S.Paulo. Ele palestrou durante o Seminário Internacional de Jornais, realizado em São Paulo, na última segunda-feira (21).
Wilkinson explica que a tendência é de que os impressos perdurem por mais 50 anos, como no caso da Índia. O Brasil se aproxima deste modelo, em um período de tempo menor. Já nos EUA, os jornais impressos tendem a ser mantidos por mais 10 anos.
Para o presidente da associação, os tablets ainda não causaram uma "profunda" mudança estrutural no consumo de notícias, pois ainda são comercializados a preços elevados. "A US$ 800, os tablets não são um fenômeno de massa e não alteram de forma fundamental o modelo da indústria de jornais", disse. "Mas, daqui a uns quatro anos, quando o iPad for mais rápido e estiver custando só cerca de US$ 100, a classe média baixa vai comprar os tablets e vamos começar a ver o jornal on-line substituir o impresso."
A estratégia recomendada pelo especialista é apostar nas assinaturas que contemplem todas as plataformas de leitura, desde a impressa até os smartphones e os tablets, que "incorporam a ideia de jornal a qualquer hora em qualquer lugar".
Marcelo Benez, presidente da divisão da Inma para a América Latina e diretor de Publicidade-Noticiários da Folha , ressaltou que os jornais devem estimular os anunciantes a produzirem conteúdo para ser veiculado em todas as plataformas.
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Wilkinson explica que a tendência é de que os impressos perdurem por mais 50 anos, como no caso da Índia. O Brasil se aproxima deste modelo, em um período de tempo menor. Já nos EUA, os jornais impressos tendem a ser mantidos por mais 10 anos.
Para o presidente da associação, os tablets ainda não causaram uma "profunda" mudança estrutural no consumo de notícias, pois ainda são comercializados a preços elevados. "A US$ 800, os tablets não são um fenômeno de massa e não alteram de forma fundamental o modelo da indústria de jornais", disse. "Mas, daqui a uns quatro anos, quando o iPad for mais rápido e estiver custando só cerca de US$ 100, a classe média baixa vai comprar os tablets e vamos começar a ver o jornal on-line substituir o impresso."
A estratégia recomendada pelo especialista é apostar nas assinaturas que contemplem todas as plataformas de leitura, desde a impressa até os smartphones e os tablets, que "incorporam a ideia de jornal a qualquer hora em qualquer lugar".
Marcelo Benez, presidente da divisão da Inma para a América Latina e diretor de Publicidade-Noticiários da Folha , ressaltou que os jornais devem estimular os anunciantes a produzirem conteúdo para ser veiculado em todas as plataformas.
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