Presidente da Uganda diz que imprensa ajuda "inimigos"
Em discurso inflamado, o presidente da Uganda diz que imprensa ajuda inimigos e acusa Al Jazeera e BBC de plote
Atualizado em 19/05/2011 às 11:05, por
Klaus Junginger.
O (CPJ) condenou as declarações do presidente da Uganda, Yoweri Museveni, contra meios de comunicação nacionais e internacionais, noticiou o site do CPJ, na quarta-feira (18).
Museveni criticou a cobertura da mídia durante os protestos contra o aumento dos preços de combustível no país, que ocorrem desde abril no país. Em uma carta publicada no jornal estatal New Vision, na terça-feira (17), o presidente acusa a BBC, a Al Jazeera, a emissora do Quênia NTV, e o jornal local Daily Monitor de apoiar os protestos de oposição e os "inimigos" da recuperação de Uganda.
O presidente já vinha criticando publicamente a mídia desde a semana passada, quando afirmou que a cobertura dos jornalistas era "enviesada e maliciosa", durante uma coletiva de imprensa. O inspetor geral da polícia, Major General Kale Kayihura, disparou comentários semelhantes contra a imprensa em outra coletiva, realizada no domingo (15). O oficial acusou a NTV de fazer propaganda e atuar como porta-voz para "certas forças neste país", referindo-se aos opositores das políticas econômicas adotadas no país.
Protestos contra os preços galopantes do petróleo no país começaram no dia 11 de abril. Desde então, agressões e ataques à profissionais de comunicação aumentaram. O incidente mais grave ocorreu em 12 de abril, quando policias confiscaram o equipamento e espancaram pelo menos 10 jornalistas.
Museveni criticou a cobertura da mídia durante os protestos contra o aumento dos preços de combustível no país, que ocorrem desde abril no país. Em uma carta publicada no jornal estatal New Vision, na terça-feira (17), o presidente acusa a BBC, a Al Jazeera, a emissora do Quênia NTV, e o jornal local Daily Monitor de apoiar os protestos de oposição e os "inimigos" da recuperação de Uganda.
O presidente já vinha criticando publicamente a mídia desde a semana passada, quando afirmou que a cobertura dos jornalistas era "enviesada e maliciosa", durante uma coletiva de imprensa. O inspetor geral da polícia, Major General Kale Kayihura, disparou comentários semelhantes contra a imprensa em outra coletiva, realizada no domingo (15). O oficial acusou a NTV de fazer propaganda e atuar como porta-voz para "certas forças neste país", referindo-se aos opositores das políticas econômicas adotadas no país.
Protestos contra os preços galopantes do petróleo no país começaram no dia 11 de abril. Desde então, agressões e ataques à profissionais de comunicação aumentaram. O incidente mais grave ocorreu em 12 de abril, quando policias confiscaram o equipamento e espancaram pelo menos 10 jornalistas.






