Presidente da Turquia acusa imprensa de ser "cúmplice" de assassinos de promotor
Erdogan afirma que a mídia local fez "propaganda terrorista" ao divulgar as imagens do magistrado feito refém de um grupo extremista.
Atualizado em 08/04/2015 às 14:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou os meios de comunicação do país de serem "cúmplices" dos assassinos do promotor público Mehmet Selim Kiraz. O magistrado foi feito refém e acabou morto por militantes de um partido extremista clandestino no último dia 31 de março.
Crédito:Agência Brasil Presidente turco acusa veículos de fazer propaganda terrorista
Segundo o portal português Observador, a Justiça turca abriu inquérito para investigar quatro jornais acusados de fazer "propaganda terrorista" ao divulgar imagens do promotor feito refém pelos militantes armados. "Os órgãos que deram espaço à propaganda dos terroristas foram cúmplices da morte do nosso procurador", disse Erdogan.
"Condeno veementemente os meios de comunicação social que estão ao lado dos terroristas. Nos países ocidentais considerados como o berço da democracia e dos direitos e liberdades, tal situação nunca aconteceria. Nestes países, as instituições de imprensa que se tornam ferramentas da propaganda do terrorismo e dos terroristas são objeto de uma proibição formal", declarou ainda o presidente.
Os militantes, identificados como membros do Partido-Frente de Libertação Popular Grupo Marxista Revolucionário (DHKP-C), invadiram um tribunal em Istambul no dia 31 de março. Após fazer o promotor de refém, a dupla foi morta em troca de tiros com a polícia. Baleado, o magistrado foi levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Durante a ação, o governo turco proibiu canais de TV de fazer cobertura ao vivo da situação.
O promotor Kiraz era responsável por investigar a morte de um menino de 14 anos, atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo durante os protestos contra o governo em 2013. Em comunicado, o DHKP-C exigia que os policiais suspeitos de disparar o artefato assumissem a culpa pela morte da criança.
Crédito:Agência Brasil Presidente turco acusa veículos de fazer propaganda terrorista
Segundo o portal português Observador, a Justiça turca abriu inquérito para investigar quatro jornais acusados de fazer "propaganda terrorista" ao divulgar imagens do promotor feito refém pelos militantes armados. "Os órgãos que deram espaço à propaganda dos terroristas foram cúmplices da morte do nosso procurador", disse Erdogan.
"Condeno veementemente os meios de comunicação social que estão ao lado dos terroristas. Nos países ocidentais considerados como o berço da democracia e dos direitos e liberdades, tal situação nunca aconteceria. Nestes países, as instituições de imprensa que se tornam ferramentas da propaganda do terrorismo e dos terroristas são objeto de uma proibição formal", declarou ainda o presidente.
Os militantes, identificados como membros do Partido-Frente de Libertação Popular Grupo Marxista Revolucionário (DHKP-C), invadiram um tribunal em Istambul no dia 31 de março. Após fazer o promotor de refém, a dupla foi morta em troca de tiros com a polícia. Baleado, o magistrado foi levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Durante a ação, o governo turco proibiu canais de TV de fazer cobertura ao vivo da situação.
O promotor Kiraz era responsável por investigar a morte de um menino de 14 anos, atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo durante os protestos contra o governo em 2013. Em comunicado, o DHKP-C exigia que os policiais suspeitos de disparar o artefato assumissem a culpa pela morte da criança.





