Presidente da SIP critica prisão de correspondente do "Estadão" em Yale
A prisão de Claudia Trevisan, correspondente de O Estado de S. Paulo na Universidade Yale, em Washington (EUA), foi
A prisão de Claudia Trevisan, correspondente de O Estado de S. Paulo na Universidade Yale, em Washington (EUA), foi considerada como uma medida desproporcional por Claudio Paolillo, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
Segundo o Estadão , em nota divulgada na última terça (1/10), Paolillo manifestou seu repúdio "à atitude desproporcionada de vigilância e segurança na universidade, o que impediu o trabalho jornalístico".
Claudia foi detida enquanto aguardava a saída do presidente do STF, Joaquim Barbosa, que participava de uma conferência na instituição. Ela foi algemada e mantida incomunicável por quase 5 horas, em um carro policial e em uma cela do departamento de polícia da universidade. A liberação ocorreu somente após a jornalista ter sido autuada por "invasão de propriedade".
O secretário de imprensa da instituição, Tom Conroy, afirmou em comunicado que a jornalista entrou "sem permissão" no local e a polícia "seguiu procedimentos legais". Segundo ele, "a universidade não planeja acionar a promotoria local para levar adiante a acusação".
Claudia afirmou que "não entrou escondido nem forçou a entrada". Ela disse ainda ter trocado e-mails com a assessoria de imprensa da Faculdade de Direito, que avisou que o evento seria fechado. A jornalista também conversou por telefone com Barbosa, solicitando a entrevista. Ele informou que não estava disposto a falar com a imprensa. No entanto, Claudia declarou que o abordaria do lado de fora.
Paolillo relatou ainda que "os obstáculos ao livre fluxo informativo e à mobilização dos jornalistas são restrições graves à liberdade de imprensa". A SIP já havia se manifestado sobre o ocorrido em nota assinada por seu diretor executivo, Julio Muñoz.
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