Presidente da Fenaj reclama de violências e restrições à atividade jornalística
Equipes da Rede Gazeta e da TV Tribuna foram intimidadas e agredidas durante manifestações em favor do governo Bolsonaro
Atualizado em 02/07/2019 às 08:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, apresentou ao Conselho de Comunicação Social do Senado um relatório que mostra restrições ao exercício da atividade jornalística.
Segundo ela, profissionais da Rede Gazeta e da TV Tribuna em Vitória (ES) sofreram restrições durante manifestações a favor do governo de Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça, Sergio Moro, no dia 30 de junho.
"Os jornalistas foram intimidados e agredidos. Após muita hostilidade, inclusive partindo da própria organização em microfone para os manifestantes, acabaram sendo expulsos do trio elétrico e impedidos de trabalhar. O líder ao microfone dizia que os jornalistas da TV Tribuna, do jornal A Tribuna e da Gazeta não serviam para noticiar. Foi um ataque generalizado a estes veículos", disse Braga.
Crédito:Agência Senado
Outros casos de ataques e intimidações ocorridos durante as manifestações, em outras cidades do país, serão apurados pela entidade e deverão constar no relatório de agosto.
A presidente da Fenaj também reclamou do fato de jornalistas terem sido impedidos de cobrir, no dia 24 de junho, a entrega da comenda Cidadã Fortalezense à ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves. Os jornalistas só puderam cobrir o evento quando começou uma oração religiosa, que marcava justamente o final do evento.
Ela apresentou ainda seu relatório ao PL 191/2015, que propõe a federalização da apuração de crimes contra a atividade jornalística, que seria feita pela Polícia Federal. "Só no ano passado, cinco jornalistas foram assassinados. Apenas dois tiveram o inquérito policial resolvido, com o apontamento dos culpados. Mas nenhum ainda foi a julgamento", reclama.
A que debateria as ameaças à liberdade de imprensa no Brasil, e seria realizada na tarde de ontem, foi cancelada. Além da presidente da Fenaj, o encontro contaria com a presença do jurista Carlos Ayres Britto, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF); do jornalista Claudio Dantas, editor do site O Antagonista; do presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Daniel Bramatti; e do jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil.
Segundo ela, profissionais da Rede Gazeta e da TV Tribuna em Vitória (ES) sofreram restrições durante manifestações a favor do governo de Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça, Sergio Moro, no dia 30 de junho.
"Os jornalistas foram intimidados e agredidos. Após muita hostilidade, inclusive partindo da própria organização em microfone para os manifestantes, acabaram sendo expulsos do trio elétrico e impedidos de trabalhar. O líder ao microfone dizia que os jornalistas da TV Tribuna, do jornal A Tribuna e da Gazeta não serviam para noticiar. Foi um ataque generalizado a estes veículos", disse Braga.
Crédito:Agência Senado
Outros casos de ataques e intimidações ocorridos durante as manifestações, em outras cidades do país, serão apurados pela entidade e deverão constar no relatório de agosto.
A presidente da Fenaj também reclamou do fato de jornalistas terem sido impedidos de cobrir, no dia 24 de junho, a entrega da comenda Cidadã Fortalezense à ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves. Os jornalistas só puderam cobrir o evento quando começou uma oração religiosa, que marcava justamente o final do evento.
Ela apresentou ainda seu relatório ao PL 191/2015, que propõe a federalização da apuração de crimes contra a atividade jornalística, que seria feita pela Polícia Federal. "Só no ano passado, cinco jornalistas foram assassinados. Apenas dois tiveram o inquérito policial resolvido, com o apontamento dos culpados. Mas nenhum ainda foi a julgamento", reclama.
A que debateria as ameaças à liberdade de imprensa no Brasil, e seria realizada na tarde de ontem, foi cancelada. Além da presidente da Fenaj, o encontro contaria com a presença do jurista Carlos Ayres Britto, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF); do jornalista Claudio Dantas, editor do site O Antagonista; do presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Daniel Bramatti; e do jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil.





