Presidente da Câmara nega tentativa de censura após desentendimento com equipe do "CQC"
Presidente da Câmara nega tentativa de censura após desentendimento com equipe do "CQC"
*Atualizada às 19h08
Nesta quinta-feira (17), durante sessão no plenário, o presidente interino da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), negou que esteja censurando programas humorísticos ou jornalísticos na Casa.
| Agência Brasil |
| Deputado Marco Maia |
O parlamentar explicou que pediu uma orientação técnica à assessoria da Câmara em razão da série de queixas a respeito do episódio em que a repórter Monica Iozzi, do "CQC" da Band, fora agredida física e verbalmente por deputados ao questioná-los sobre o apoio a uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ficitícia que previa a inclusão de um litro de cachaça na cesta básica.
Ao ser abordado pela repórter, Nelson Trad (PMDB-MS) desferiu um tapa contra a câmera da equipe de filmagem, rasgou a camiseta do cinegrafista e, ao ser repreendido por Iozzi, declarou: "f...-se". Já o deputado Tatico (PTB-GO) rechaçou a pergunta de Mônica utilizando um palavrão.
De acordo com Maia, o objetivo é estabelecer consenso entre liberdade de imprensa e o respeito de pronunciamento dos deputados. Para Maia, encontrar um equilíbrio entre as duas demandas garantirá a convivência harmoniosa e evitará situações de agressão.
"Em nenhum momento se falou em tolher programas ou restringir a presença de jornalistas na Casa", ressaltou o presidente. "Esta é a Casa mais democrática de todas. Aqui, todos os jornalistas têm acesso irrestrito, portanto, todo cuidado que estamos tendo é para resguardar a liberdade de imprensa", declarou o deputado, segundo informa a Agência Câmara.
Em nota publicada no fim da tarde desta quinta em sua página pessoal, Maia reiterou a legitimidade de pedir à assessoria da Casa orientações sobre o caso. "O intuito do estudo jurídico é evitar possíveis atritos entre profissionais de imprensa e parlamentares, garantindo respeito mútuo entre ambos, resguardando aos parlamentares a opção em não dar entrevistas e não serem molestados pela negativa em falar com a imprensa e também aos jornalistas de fazerem seu trabalho", explicou.
Resposta do "CQC" às declarações dos deputados
Sobre as acusações do deputado Nelson Trad (PMDB-MS), supostamente ferido na mão ao reagir às agressões que teria sofrido da equipe do humorístico da Band, o "CQC" declarou que "o único fato relatado por Nelson Trad que confere com a realidade é a afirmação de que arrebentou o peito do cinegrafista", e acrescentou que, " se ele machucou a mão foi por conta dos tapas desferidos contra a câmera na tentativa de quebrá-la".
O "CQC" negou, ainda, "que Mônica Iozzi ou qualquer integrante do CQC revidou os ataques do deputado" e que , "a palavra de Nelson Trad está em jogo. A reputação do "CQC" também".
Por fim, o programa declarou que veiculará, na próxima segunda-feira (21), "a cena na íntegra, sem cortes" na intenção de esclarecer o ocorrido e sublinhou ter respeito "pelas instituições democráticas e pela Câmara dos Deputados. Também reafirma a sua luta constante pela transparência na política e pela liberdade de imprensa irrestrita na Casa do Povo".
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