Presidente da AIR critica cerceamento à imprensa na América Latina
Presidente da AIR critica cerceamento à imprensa na América Latina
O presidente da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), Luis Pardo, criticou o governo interino de Honduras, pela censura imposta aos veículos de comunicação. Em encontro com o presidente Lula, em Brasília (DF), o chileno ainda aproveitou para repudiar gestões de chefes de estados vizinhos ao Brasil, como a do venezuelano Hugo Chávez e do argentino Nestor Kirchner, por recentes ações contra o trabalho da imprensa.
Na ocasião, em solenidade que homenageou Lula pela contribuição à liberdade de expressão no país, Pardo sugeriu que países contrários ao golpe de Estado em Honduras também unam forças para obter melhorias constitucionais em países da América do Sul com problemas na relação entre governo e liberdade de imprensa.
"Temos rechaçado o golpe de Estado em Honduras e tomamos conhecimento de que se restringiram algumas garantias constitucionais, entre elas a liberdade de expressão. Nós rechaçamos categoricamente qualquer ameaça à liberdade de expressão e quiséramos que, com a mesma energia com que os países têm reagido contra a situação em Honduras, tivessem reagido contra a Venezuela e outros países onde há atentados flagrantes de alteração constitucional e vulnerabilidade das liberdades", disse Pardo.
Durante a cerimônia, o presidente da AIR ainda lembrou recentes problemas enfrentados pela imprensa de países vizinhos ao Brasil no relacionamento com o poder público.
"O país onde temos as maiores violações e atentados contra a liberdade de expressão é a Venezuela. Há uma conduta permanente de perseguição a quem discorde do governo. No Equador também há uma atitude hostil, assim como na Bolívia e agora a nova lei de audiovisuais que a Argentina quer impor", declarou o presidente da Associação.
Na última segunda-feira (28), após publicar um decreto que suspende a liberdade de imprensa por 45 dias, o governo interino de Honduras - comandado por Roberto Micheletti - determinou o fechamento da rádio Globo e do Canal 36, veículos de oposição ao golpe de Estado.
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