Presidente da AFP propõe que capital da agência seja 100% público ou misto

Presidente da AFP propõe que capital da agência seja 100% público ou misto

Atualizado em 31/03/2009 às 18:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta terça-feira (31), o presidente da agência de notícias France-Presse, Pierre Louette, apresentou um relatório ao governo francês pedindo que a agência se transforme em uma "sociedade nacional de capitais públicos" para que possa ter um financiamento "estável e perene".

No final de 2008, o governo havia pedido ao Louette enviasse propostas para "modernizar" o estatuto da AFP até 31 de março. No informe "Tornando a AFP um dos líderes mundiais da informação na era digital", o presidente pede ainda que a independência da agência seja mantida.

"A AFP pode se tornar um dos líderes da informação na era digital se for beneficiada com o financiamento do seu desenvolvimento, o que apenas uma capitalização e o apoio de acionistas podem proporcionar, porque não se pode pedir ajuda ao Estado" quando é necessário financiar novos projetos, declarou Louette.

A ideia do presidente é transformar a AFP em uma "sociedade nacional" com 100% de capitais públicos ou mistos, que seria supervisionada por personalidades qualificadas. Segundo Louette, esta é "a melhor maneira de dar forma à garantia de independência" da redação, que é ao mesmo tempo uma "evidência" e "um imperativo comercial".

Atualmente, a agência não tem capital e é administrada por um Conselho integrado por representantes da imprensa francesa, do setor audiovisual público, do Estado francês e dos trabalhadores. O documento foi enviado aos ministros da Economia, Christine Lagarde, do Orçamento, Eric Woerth, e da Cultura, Christine Albanel.

A Sociedade dos Jornalistas da AFP afirmou que está "extremamente preocupada com o desencadeamento de um processo legislativo sobre bases tão frágeis", e lamentou que "questões essenciais" permaneçam indefinidas. Para o Sindicato Nacional dos Jornalistas da AFP (SNJ-CGT), a agência "enfrenta uma das ameaças mais graves, talvez, a mais grave de sua história".

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