Presidente argentina acusa Justiça do país de ter cedido ao Grupo Clarín
Presidente argentina acusa Justiça do país de ter cedido ao Grupo Clarín
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, teria acusado o judiciário de ter cedido Grupo Clarín, ao conceder liminar que suspendeu o cancelamento da licença da Fibertel, empresa pertencente ao grupo e que oferece serviços de internet no país.
Segundo informações do Correio Braziliense , a liminar foi concedida à Fibertel um mês depois de o Executivo ter anunciado a extinção do prazo de licença para a empresa operar na Argentina.
Em seu veredicto, o juiz Elvio Sagarra declarou que o governo argentino "deverá se abster por si e/ ou através de seus organismos ou terceiros de afetar de qualquer forma a efetiva prestação do serviço de internet da Fibertel."
Com a decisão do magistrado, a operadora argentina não terá mais que deixar de funcionar em um prazo de 90 dias, conforme disposição da Secretaria de Comunicações da Argentina. Caso a ordem fosse mantida e a Fibertel não deixasse de prestar serviços de internet, poderia ser considerada ilegal.
A suspensão da liminar foi publicada pelos jornais Clarín e La Nación no último domingo (26). Os dois veículos argentinos se opõem ao governo Kirchner e enfrentam acusações da Casa Rosada sobre uma suposta aquisição ilegal das ações da Papel Prensa, maior produtora de papel-jornal da Argentina. Na última semana, a presidente anunciou que denunciaria os proprietários das publicações e que pediria a prisão dos dirigentes.
Outra empresa do Grupo Clarín, a operadora de TV a cabo Cablevisión, teme que a nova legislação de mídia argentina possa intervir em suas atividades. A lei, que entrou em vigor no final de agosto deste ano, prevê a intervenção de um delegado caso o governo considere os serviços prestados pela companhia como atividades de risco.
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