Presidenciáveis têm dificuldade em se comunicar com eleitorado, diz analista
Renato Meirelles, presidente do instituto de pesquisa Data Popular, afirmou que falta clareza nos discursos dos candidatos à Presidência.
Atualizado em 01/10/2014 às 14:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Renato Meirelles, presidente do instituto de pesquisa Data Popular, avaliou em entrevista à Reuters o desempenho de três dos principais candidatos ao governo federal. Segundo o analista, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) têm dificuldades em estabelecer uma comunicação eficiente com os eleitores.
Crédito:Divulgação Instituto afirma que candidatos não sabem se comunicar com os eleitores
Meirelles destacou a importância da classe C na disputa eleitoral. Segundo ele, a vantagem da atual Presidente da República nas pesquisas de intenção de voto (Dilma aparece em primeiro lugar desde o início das medições) entre o grupo de renda familiar de R$ 1.792 a R$ 3.273 mensais se dá por conta de uma suposta "gratidão" aos 12 anos de PT no governo federal.
"A história dos 12 anos do Lula com Dilma são mais fortes hoje do que a capacidade de comunicação que a oposição está tendo. Não quer dizer que a Dilma consegue se comunicar efetivamente, não é isso. Essas pessoas entraram na classe média muito por conta da última década de governo do país", disse Meirelles.
Ainda de acordo com o analista, as campanhas de todos os candidatos falham em propor a mudança no governo que os eleitores pedem. "Essa Classe C tem uma vontade de mudar, de experimentar alguma coisa diferente, mas não está enxergando nas candidaturas de oposição uma alternativa segura de mudança. Boa parte do tempo da propaganda eleitoral tem sido para desqualificar o outro candidato... e isso só afasta a Classe C do universo político e faz com que ela tenha dúvidas sobre para que lado ir", destacou.
Para Meirelles, os presidenciáveis deveriam tentar trazer seus discursos e suas propostas para a realidade do eleitor, utilizando uma linguagem mais clara e menos técnica. "As pessoas ficam discutindo índice de inflação em vez de discutir o impacto que isso tem na vida das pessoas. Se fala da corrupção e da questão da Petrobras, mas as pessoas não conseguem traduzir isso para uma questão cotidiana."
"O eleitorado da Classe C está mais interessado em saber que diabos determinados assuntos têm a ver com a vida dele, com as propostas que elas [candidaturas] têm para o futuro do país", afirmou o analista.
Crédito:Divulgação Instituto afirma que candidatos não sabem se comunicar com os eleitores
Meirelles destacou a importância da classe C na disputa eleitoral. Segundo ele, a vantagem da atual Presidente da República nas pesquisas de intenção de voto (Dilma aparece em primeiro lugar desde o início das medições) entre o grupo de renda familiar de R$ 1.792 a R$ 3.273 mensais se dá por conta de uma suposta "gratidão" aos 12 anos de PT no governo federal.
"A história dos 12 anos do Lula com Dilma são mais fortes hoje do que a capacidade de comunicação que a oposição está tendo. Não quer dizer que a Dilma consegue se comunicar efetivamente, não é isso. Essas pessoas entraram na classe média muito por conta da última década de governo do país", disse Meirelles.
Ainda de acordo com o analista, as campanhas de todos os candidatos falham em propor a mudança no governo que os eleitores pedem. "Essa Classe C tem uma vontade de mudar, de experimentar alguma coisa diferente, mas não está enxergando nas candidaturas de oposição uma alternativa segura de mudança. Boa parte do tempo da propaganda eleitoral tem sido para desqualificar o outro candidato... e isso só afasta a Classe C do universo político e faz com que ela tenha dúvidas sobre para que lado ir", destacou.
Para Meirelles, os presidenciáveis deveriam tentar trazer seus discursos e suas propostas para a realidade do eleitor, utilizando uma linguagem mais clara e menos técnica. "As pessoas ficam discutindo índice de inflação em vez de discutir o impacto que isso tem na vida das pessoas. Se fala da corrupção e da questão da Petrobras, mas as pessoas não conseguem traduzir isso para uma questão cotidiana."
"O eleitorado da Classe C está mais interessado em saber que diabos determinados assuntos têm a ver com a vida dele, com as propostas que elas [candidaturas] têm para o futuro do país", afirmou o analista.





