Prêmios: Responsabilidade Social é moda na comunicação
Prêmios: Responsabilidade Social é moda na comunicação
Há cerca de dez anos, chegava ao Brasil, com força total, o conceito de "Responsabilidade Social" e tal conceito foi incorporado tanto por empresas, entidades e profissionais, quanto pela sociedade em geral. A maioria das pessoas acredita que é papel das grandes empresas a ajuda efetiva na construção de uma sociedade melhor. Segundo pesquisa do Instituto Ethos, realizada em 2001, 60% dos consumidores seguem este pensamento.
A classe jornalística não ficou de fora deste movimento. Há profissionais que passaram a dedicar-se exclusivamente às causas sociais e empresas foram fundadas com este objetivo, como a agência Repórter Social. "A agência aborda assuntos que freqüentemente são desprezados pela grande mídia, como questões de terra, preconceito, entre outros", explica a jornalista Lígia Ligabue, repórter da agência.
Outras empresas como a Agência de Notícias da AIDS, que tem Roseli Tardelli como editora executiva, a Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e a Rits (Rede de Informação para o terceiro setor), estão entre as empresas voltadas para a divulgação de deste tema.
Aproveitando esta febre, nos últimos anos, dezenas de prêmios foram criados para prestigiar jornalistas que abordem este tipo de tema em suas matérias. Eles funcionam, ainda, para proliferar o nome das financiadoras, que conseguem propagandas gratuitas em quase todos os veículos de comunicação, principalmente, daqueles em que fazem parte os finalistas e, evidentemente, o vencedor. Abaixo, uns dos mais comentados prêmios do gênero no Brasil.
Prêmio Ethos de Jornalismo
Em sua quarta edição, o Prêmio Ethos de Jornalismo - Empresas e Responsabilidade Social, visa reconhecer o esforço dos profissionais de comunicação na divulgação de ações que promovam a responsabilidade social. Prestigia matérias que contribuam para estimular empresários a investir em práticas socialmente responsáveis, como preservação do meio ambiente e do patrimônio cultural, entre outros.
Na 4a. edição do Prêmio Ethos de Jornalismo, foram inscritos 415 trabalhos publicados em 134 veículos de todo o País, para a disputa das seis categorias.
Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo
Criado em 1997, o GP Ayrton Senna de Jornalismo reconhece e premia jornalistas e veículos de comunicação que abordam as questões da infância e juventude sob a ótica do Desenvolvimento Humano. Além disso, são distribuídos prêmios especiais para profissionais da comunicação que se destacaram no ano.
Prêmio Dom Hélder Câmara de imprensa da CNBB
Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa é oferecido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao final do Seminário Internacional de Comunicação de Brasília, para pessoas ou instituições do setor de comunicação comprometidas com a promoção da cidadania e da paz. A seleção é feita em duas etapas: indicações por parte de empresas e organizações de mídia e avaliações por parte da comissão julgadora.
Prêmio FIP Jornalismo para Tolerância
O Prêmio FIP para a Tolerância procura reconhecer o jornalismo que revela e denúncia a discriminação e ajuda as pessoas, a fim de lhes dar uma resposta adequada à intolerância em quaisquer de suas expressões, bem seja originada pelo idioma, a religião ou de caráter étnico. Procura, também, promover a independência editorial, a qualidade profissional, a ética jornalística e a diversidade na mídia.
Prêmio Caixa de Jornalismo Social
Promovido pela Caixa Econômica Federal, em parceira com a Revista Imprensa, o concurso visa premiar as melhores matérias veiculadas na imprensa nacional sobre habitação, saneamento básico, meio ambiente, saúde preventiva e educação fundamental.






