Prêmio Petrobras: renovação, inovação e qualidade dão fôlego para o jornalismo se fortalecer

A revolução tecnológica aliada às evoluções sociais exigem dinamismo para que o jornalismo não fique atrás em uma época marcada por grandes

Atualizado em 26/12/2018 às 10:12, por Marta Teixeira.

Diariamente, repórteres, editores, fotógrafos, designers, infografistas buscam novas maneiras de contar histórias, de despertar o interesse do leitor, ouvinte ou telespectador para outras realidades ou procuram simplesmente formas mais acessíveis para seu público compreender dados complexos. transformações.

Crédito:Reprodução

Reconhecer aqueles que se destacam nesse esforço e contribuem para manter o jornalismo de alta qualidade vivo é a prioridade da organização do Prêmio Petrobras de Jornalismo. "É muito interessante notar como o jornalismo está se reinventando. Além do surgimento de novos veículos trazendo abordagens muitas vezes inovadoras, também observamos avanços em termos de formatos e de linguagens na imprensa tradicional. Isso é muito rico e é o que queremos valorizar. É o que dá fôlego para que o jornalismo se fortaleça em termos de conexão com as novas gerações", explica Larissa Clarindo, gerente setorial de imprensa da empresa, ao Portal IMPRENSA.


Segundo ela, o principal desafio é fazer o prêmio refletir as mudanças e evoluções pelas quais o jornalismo passa. Com 2.159 trabalhos inscritos, a premiação deste ano bateu um recorde de participação, espelhando a grande diversidade de estilos e linguagens que marcam o jornalismo atual.


"Nesta quinta edição, tivemos uma grande pluralidade entre os finalistas. Desde veículos tradicionais como Jornal Nacional, Folha de S. Paulo, O Globo e Estadão, até veículos que se projetaram mais recentemente como The Intercept, Vice, Buzzfeed e Voz das Comunidades. E, mesmo entre os veículos mais tradicionais, observamos novas linguagem como a reportagem “Guerra do Brasil” do jornal O Globo, que, na verdade, é um documentário todo feito com animação", destaca Larissa.


Valorizar projetos inovadores, aliás, é uma preocupação constante para a organização do prêmio. A categoria Inovação foi criada justamente para "reconhecer trabalhos que se destacam pelo ineditismo de formato, técnica empregada, abordagem, meio ou linguagem e, desta forma, contribuem para o aprimoramento na forma de atuação da imprensa", explica a gerente. A premiação também abandonou a tradicional distinção entre impresso e digital por perceber que com a integração multiplataforma cada vez mais intensa isso perdeu o sentido.


"Percebemos que o jornalismo está se reinventando nos recursos e meios e também resgatando a arte de contar histórias", explica Larissa. Nessa busca pela narrativa cativante, o jornalismo tem se valido tanto da emoção quanto da tecnologia.


Algumas das produções premiadas na edição 2018 mostraram isso. Larissa cita as reportagens de Chico Felitti, do Buzzfeed, e de Antônio Melquíades Junior, do Diário do Nordeste, como exemplo de matérias "que se conectam de forma emocional com os leitores pela beleza do texto e do projeto gráfico". Já Balas Perdidas, da AFP, A Guerra do Brasil, d'O Globo; e Fonte Nova - Uma década de silêncio, do Correio, usam a tecnologia para fazer essa conexão.


Além de destacar o que está sendo feito de inovador no mercado, Larissa também ressalta a importância do prêmio como valorização do jornalismo de qualidade. Em tempos de polêmicas sobre desinformação e descontrole crítico na produção e divulgação de informações, torna-se ainda mais importante chamar a atenção para o que se distingue pela excelência, comprovando que bom jornalismo será sempre essencial para a sociedade.


"O Prêmio Petrobras de Jornalismo existe justamente para reconhecer e valorizar o jornalismo profissional, a sua capacidade de se reinventar e de contribuir para uma sociedade mais transparente. Acreditamos que o contexto atual culminará no fortalecimento da imprensa séria e responsável", complementa Larissa.


Assim como nos conteúdos participantes, os organizadores também acham fundamental assegurar a evolução constante da premiação para manter sua relevância. Este ano, por exemplo, foi criada a categoria radiojornalismo, que logo na estreia já recebeu 166 inscrições.

Apesar da importância da premiação, o horizonte previsto de mudanças e ajustes em estatais nacionais a partir do próximo ano com o novo governo deixa no ar a dúvida: o futuro da premiação corre algum perigo? "O Prêmio Petrobras de Jornalismo é uma iniciativa bem sucedida e a nossa intenção é repetir anualmente", resume a gerente, simplesmente.


Serviço:
Os vencedores da edição 2018 do Prêmio Petrobras de Jornalismo:

Grande Prêmio - Um Mundo de Muros (Folha de S. Paulo)
Inovação - "Fofão da Augusta? Quem me chama assim não me conhece" - Buzzfeed News
Ciência e Tecnologia - Investigação revela exército de perfis falsos usados para influenciar eleições no Brasil - BBC Brasil
Cultura - Novas Veredas - O Estado de S. Paulo
Economia - A crise tem rosto de jovem - Valor Econômico
Esporte - Dossiê Nuzman - República de Mangaratiba de Cabral ganhou milhões no Comitê de Nuzman - Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo
Sustentabilidade - Balas Perdidas - Agence France-Presse
Fotojornalismo - Tiroteios, mortes e invasões dominam o Complexo do Alemão - Vice Brasil
Telejornalismo - Série de reportagens sobre o doleiro Juca Bala - TV Globo
Radiojornalismo - Saúde Mental - Não é Frescura - BandNews FM
Regional Nordeste - Bonito pra chover - Diário do Nordeste
Regional RJ-MG-ES - A Guerra do Brasil - O Globo
Regional Norte-Centro-Oeste - Transbrasil, um embarque para o crime nas rodovias brasileiras - Metrópoles
Regional SP-Sul - A Lista de Fachin - O Estado de S. Paulo


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