Prêmio Líbero Badaró reconhece melhores trabalhos no impresso, rádio, TV e web
Responda rápido. O que os jornalistas Eliane Brum, Caco Barcellos e Amaury Ribeiro Jr. têm em comum? Além de uma trajetória com alicerce na excelência jornalística, a carreira dos profissionais também é marcada por grandes reconhecimentos, como o Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo, um dos mais prestigiados da comunicação brasileira.
Atualizado em 05/09/2013 às 16:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
“Os prêmios ajudam a manter e ampliar o espaço dentro das redações para aqueles repórteres que fazem matérias de profundidade, baseadas na ética e na apuração rigorosa”, ressalta Eliane, ganhadora da edição de 2002.
Crédito:Divulgação Em sua 10ª edição, o prêmio é uma iniciativa do portal e revista IMPRENSA, com patrocínio da Souza Cruz e apoio de entidades ligadas à liberdade de imprensa, como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Instituto Internacional de Ciências Sociais (II CS), Instituto Palavra Aberta e Artigo 19. Segundo Sinval de Itacarambi Leão, diretor de IMPRENSA, "o significado da premiação está baseado na procura pela excelência do jornalismo", e que essa busca tem sido refletida na qualidade dos 1.350 trabalhos inscritos. Neste ano houve um recorde de participantes, que teve em sua primeira edição, em 1989, 265 trabalhos.
À época, os vencedores levaram para casa o troféu criado pelo artista plástico Sérgio Bertoni. A estátua traz a figura de um homem que expressa sua liberdade, símbolo que representa a essência do prêmio até os dias de hoje. Ao longo dos anos, o número de categorias também aumentou, com o objetivo de contemplar o maior número possível de profissionais. Com a chegada da internet e a consolidação das charges como peças fundamentais na cobertura jornalística, IMPRENSA passou a premiar dez categorias este ano, um crescimento de mais de 50% em relação a 1989. No total, a premiação vai distribuir R$ 76 mil aos vencedores.
Novas mídias, novos rumos Como requisito para o Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo 2013, as produções concorrentes deveriam ser veiculadas no período de abril de 2012 a abril de 2013. Nesta 10ª edição, as categorias impresso e webjornalismo foram as que mais obtiveram participantes, seguidas pelos trabalhos de telejornalismo e fotojornalismo. Em agosto, foram divulgados os 49 finalistas, dos quais os dez vencedores serão conhecidos durante uma grande festa no dia 27 de setembro, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, mês em que IMPRENSA comemora 26 anos.
Os concorrentes disputarão ainda duas categorias especiais – Grande Prêmio Líbero Badaró, conferido à melhor matéria ou reportagem, e Destaque do Ano, que será uma homenagem pela contribuição à imprensa feita por uma instituição, empresa ou pessoa física. Criado como estímulo para a liberdade e ousadia na imprensa, o prêmio é também uma homenagem ao jornalista Líbero Badaró, que há 183 anos foi assassinado em São Paulo por ser um dos principais defensores da imprensa livre.
Nesta edição, puderam participar profissionais nas redações de jornais, revistas, rádio, televisão e portais de todo o Brasil (incluindo correspondentes estrangeiros), além de estudantes de jornalismo de todas as faculdades do País. Com a missão de selecionar os melhores trabalhos está o corpo de jurados do prêmio, que tem como diferencial reunir 21 profissionais com reconhecida experiência. Nesta edição, jurados como Milton Jung (CBN), Ricardo Anderáos (Editora Abril), entre outros, foram indicados pelos vencedores das nove edições anteriores da premiação. Coube a eles apreciar a qualidade das peças e ainda a valorização da língua portuguesa dos trabalhos.
O jornalista Paulo Totti, repórter especial do jornal Valor Econômico, foi um dos jurados desta edição e chamou a atenção para o grau de excelência dos trabalhos participantes. “Foi uma surpresa agradável a qualidade dos trabalhos, texto, apuração das reportagens; qualidade das ilustrações e primeiras páginas ou capas, com destaque especial para o jornalismo que se pratica em centros fora do eixo Rio-São Paulo”, ressaltou. Um grito de liberdade
O Brasil estava sob o império de Dom Pedro I quando o italiano Giovanni Battista Líbero Badaró chegava ao País com suas ideias avançadas para a época. Formado em medicina, Badaró dividia sua vida entre a clínica e a sala de aula, onde ensinava gratuitamente matemática. Mas os planos do médico eram bem maiores. Criou em 1829, em São Paulo, o jornal O Observador Constitucional, que tinha como principal estandarte o liberalismo. Por incitar os brasileiros à revolução aos moldes do que ocorreu na Europa, e ainda pela crítica ferrenha ao imperador, o jornalista pagou por suas ideias com a própria vida. Badaró foi assassinado com um tiro no dia 20 de novembro de 1830, mas não antes de eternizar na história a frase que se tornaria símbolo da defesa da liberdade de imprensa: “Morro defendendo a liberdade”.
Crédito:Divulgação Em sua 10ª edição, o prêmio é uma iniciativa do portal e revista IMPRENSA, com patrocínio da Souza Cruz e apoio de entidades ligadas à liberdade de imprensa, como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Instituto Internacional de Ciências Sociais (II CS), Instituto Palavra Aberta e Artigo 19. Segundo Sinval de Itacarambi Leão, diretor de IMPRENSA, "o significado da premiação está baseado na procura pela excelência do jornalismo", e que essa busca tem sido refletida na qualidade dos 1.350 trabalhos inscritos. Neste ano houve um recorde de participantes, que teve em sua primeira edição, em 1989, 265 trabalhos.
À época, os vencedores levaram para casa o troféu criado pelo artista plástico Sérgio Bertoni. A estátua traz a figura de um homem que expressa sua liberdade, símbolo que representa a essência do prêmio até os dias de hoje. Ao longo dos anos, o número de categorias também aumentou, com o objetivo de contemplar o maior número possível de profissionais. Com a chegada da internet e a consolidação das charges como peças fundamentais na cobertura jornalística, IMPRENSA passou a premiar dez categorias este ano, um crescimento de mais de 50% em relação a 1989. No total, a premiação vai distribuir R$ 76 mil aos vencedores.
Novas mídias, novos rumos Como requisito para o Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo 2013, as produções concorrentes deveriam ser veiculadas no período de abril de 2012 a abril de 2013. Nesta 10ª edição, as categorias impresso e webjornalismo foram as que mais obtiveram participantes, seguidas pelos trabalhos de telejornalismo e fotojornalismo. Em agosto, foram divulgados os 49 finalistas, dos quais os dez vencedores serão conhecidos durante uma grande festa no dia 27 de setembro, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, mês em que IMPRENSA comemora 26 anos.
Os concorrentes disputarão ainda duas categorias especiais – Grande Prêmio Líbero Badaró, conferido à melhor matéria ou reportagem, e Destaque do Ano, que será uma homenagem pela contribuição à imprensa feita por uma instituição, empresa ou pessoa física. Criado como estímulo para a liberdade e ousadia na imprensa, o prêmio é também uma homenagem ao jornalista Líbero Badaró, que há 183 anos foi assassinado em São Paulo por ser um dos principais defensores da imprensa livre.
Nesta edição, puderam participar profissionais nas redações de jornais, revistas, rádio, televisão e portais de todo o Brasil (incluindo correspondentes estrangeiros), além de estudantes de jornalismo de todas as faculdades do País. Com a missão de selecionar os melhores trabalhos está o corpo de jurados do prêmio, que tem como diferencial reunir 21 profissionais com reconhecida experiência. Nesta edição, jurados como Milton Jung (CBN), Ricardo Anderáos (Editora Abril), entre outros, foram indicados pelos vencedores das nove edições anteriores da premiação. Coube a eles apreciar a qualidade das peças e ainda a valorização da língua portuguesa dos trabalhos.
O jornalista Paulo Totti, repórter especial do jornal Valor Econômico, foi um dos jurados desta edição e chamou a atenção para o grau de excelência dos trabalhos participantes. “Foi uma surpresa agradável a qualidade dos trabalhos, texto, apuração das reportagens; qualidade das ilustrações e primeiras páginas ou capas, com destaque especial para o jornalismo que se pratica em centros fora do eixo Rio-São Paulo”, ressaltou. Um grito de liberdade
O Brasil estava sob o império de Dom Pedro I quando o italiano Giovanni Battista Líbero Badaró chegava ao País com suas ideias avançadas para a época. Formado em medicina, Badaró dividia sua vida entre a clínica e a sala de aula, onde ensinava gratuitamente matemática. Mas os planos do médico eram bem maiores. Criou em 1829, em São Paulo, o jornal O Observador Constitucional, que tinha como principal estandarte o liberalismo. Por incitar os brasileiros à revolução aos moldes do que ocorreu na Europa, e ainda pela crítica ferrenha ao imperador, o jornalista pagou por suas ideias com a própria vida. Badaró foi assassinado com um tiro no dia 20 de novembro de 1830, mas não antes de eternizar na história a frase que se tornaria símbolo da defesa da liberdade de imprensa: “Morro defendendo a liberdade”.





