Premiê australiano critica cobertura "antipatriota" de emissora local
Na última quarta-feira (29/1), o primeiro-ministro australiano, Tony Abott, criticou a posição antipatriota da emissora Astralian Broadcasting Corporation (ABC) que, segundo ele, está tomando "todos os lados, menos da Austrália", na cobertura dos imigrantes que procuram asilo no país ou nos vazamentos do ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA), Edward Snowden.
Atualizado em 30/01/2014 às 13:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Primeiro-ministro não gostou de denúncias feitas pela emissora de TV
“Desanima os australianos quando a emissora nacional parece tomar o lado de todos, menos da Austrália, e eu penso que isso é um problema”, declarou o premiê à rádio 2GB. “Você gostaria que a emissora tivesse um rigoroso comprometimento com a verdade e pelo menos alguma afeição básica pelo time da casa”, acrescentou.
De acordo com a AFP, o ataque segue a crítica feita no fim de 2013 a respeito do caso de espionagem do país sobre a Indonésia, revelado pela ABC e que gerou uma grave crise diplomática entre as nações. O líder não gostou dos relatos de tortura de imigrantes por membros da Marinha denunciados pela emissora.
O Guardian Australia e a ABC também publicaram alguns dos documentos vazados por Snowden, revelando que o país espionou o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, e sua esposa em 2009.
“A ABC parecia se deliciar em televisionar alegações de um traidor, esse cavalheiro Snowden. A ABC não apenas reportou o que ele disse, eles tomaram a iniciativa em propagandear o que ele disse. Isso foi uma preocupação profunda”, disse Abott.





