Prejudicado por medidas governamentais, Clarín corta suplementos

Há um mês, o governo da presidente Cristina Kirchner tomou o controle da fábrica de papel-jornal Papel Prensa, até então nas mãos do Grupo Clarín.

Atualizado em 26/01/2012 às 12:01, por Luiz Gustavo Pacete.

da presidente argentina Cristina Kirchner tomou o controle da fábrica de papel-jornal Papel Prensa, até então nas mãos do Grupo Clarín. A determinação, apoiada por maioria no Congresso, decretou o papel-jornal como insumo de interesse nacional.

Reprodução Suplemento Buena Vida A medida restringiu o acesso do periódico ao principal insumo para sua publicação e fez com que a empresa cancelasse dois de seus suplementos e reduzisse o tamanho da edição diária.
Deixaram de circular no início desta semana o quinzenal “Buena Vida” e o “Zonales Desportivos”. Outro suplemento, o “Countries” terá seu tamanho reduzido e o diário “Espetáculos” será incorporado ao jornal.

Claudio Paolillo, dirigente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que “foi a guerra de Cristina contra os jornais que levou o Clarín a suspender a circulação de seus suplementos”.

À IMPRENSA, Ivan Ruiz, redator do La Nación , outro jornal na mira do governo, ressalta que “os jornalistas do Clarín e La Nación são os que ‘mais entram em confronto’ com o governo. Fora isso, muitas fontes preferem não falar conosco por nos considerarem inimigos”, conta.

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