Pouco me importa o biscoito, eu quero é comunicar
Pouco me importa o biscoito, eu quero é comunicar
Atualizado em 04/03/2010 às 18:03, por
Lucia Faria.
Tenho uma dinâmica para ouvir rádio no carro. Pela manhã, até as 10h, notícias. Depois, música. Não tenho paciência para rádios exclusivas sobre trânsito, pois me causam ainda mais estresse. Dias atrás, no entanto, presa em um congestionamento às 15h em São Paulo, o que está cada dia mais comum, resolvi checar se a emissora especializada daria a dica do que acontecia na cidade. Em instantes, o locutor apontava aquele como o grande problema no horário e indicava até que trecho o imbróglio ocorria. Excelente, adorei o serviço.
No entanto, ele apontou um retorno não convincente da assessoria de imprensa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para a emissora e arrematou com a seguinte frase cheia de ironia: "Os futuros jornalistas da assessoria de imprensa da CET.....". Meu sangue, que já estava quente com o congestionamento, ferveu. Mudei de emissora na hora, voltando para a querida Eldorado FM, nossa cliente. O locutor pode criticar à vontade o trabalho dos colegas, apontar falhas, cobrar melhores explicações, mas não pode se referir jocosamente aos assessores de imprensa como se todos estivessem ali para se tornar "um dia" jornalistas. Mesmo porque nem é preciso mais diploma para exercer a profissão (sim, sou a favor do diploma, nem que seja uma especialização).
Do mesmo jeito também não aguento discussões sobre diferenças entre paulistas e cariocas. Se o certo é biscoito ou bolacha. Se é chup-chup, geladinho ou sacolé. Parênteses: certa vez fui numa festa e os amigos discutiam se gostavam mais do Beatles ou de Rolling Stones. Tive vontade de sair correndo, pois só por aí dá para notar a data de nascimento avançada da turma, né?
Enfim, voltando à comunicação, vamos parar de demarcar território entre colegas. Estamos todos no mesmo barco, remando a favor da maré...nunca contra, pois assim chegaremos a lugar algum.

No entanto, ele apontou um retorno não convincente da assessoria de imprensa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para a emissora e arrematou com a seguinte frase cheia de ironia: "Os futuros jornalistas da assessoria de imprensa da CET.....". Meu sangue, que já estava quente com o congestionamento, ferveu. Mudei de emissora na hora, voltando para a querida Eldorado FM, nossa cliente. O locutor pode criticar à vontade o trabalho dos colegas, apontar falhas, cobrar melhores explicações, mas não pode se referir jocosamente aos assessores de imprensa como se todos estivessem ali para se tornar "um dia" jornalistas. Mesmo porque nem é preciso mais diploma para exercer a profissão (sim, sou a favor do diploma, nem que seja uma especialização).
Do mesmo jeito também não aguento discussões sobre diferenças entre paulistas e cariocas. Se o certo é biscoito ou bolacha. Se é chup-chup, geladinho ou sacolé. Parênteses: certa vez fui numa festa e os amigos discutiam se gostavam mais do Beatles ou de Rolling Stones. Tive vontade de sair correndo, pois só por aí dá para notar a data de nascimento avançada da turma, né?
Enfim, voltando à comunicação, vamos parar de demarcar território entre colegas. Estamos todos no mesmo barco, remando a favor da maré...nunca contra, pois assim chegaremos a lugar algum.






