Pouco mais de 100 jornalistas contribuem com o Sindicato, diz presidente da entidade

Pouco mais de 100 jornalistas contribuem com o Sindicato, diz presidente da entidade

Atualizado em 08/01/2008 às 18:01, por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA.

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O Estado do Rio Grande do Norte conta com cerca de 1,5 mil jornalistas profissionais, sendo que 800 deles são filiados ao Sindicato. Entretanto, Nelly Carlos Maia, 43, presidente da entidade, afirma que pouco mais de 100 contribuem com o Sindjorn.

Como na maioria dos Estados do Brasil, o maior desafio da categoria é o aumento do piso salarial que, atualmente, é de R$ 721 no Rio Grande do Norte. Além disso, melhores condições de trabalho e registro em carteira são outros pontos relevantes das pautas de reivindicações do Sindicato. "Queremos a unificação do piso em R$ 945, já que os veículos ainda pagam pisos diferenciados em cada setor. Mas essa proposta foi descartada pelos patrões", afirma Nelly. Dessa forma, os sindicalistas reuniram a categoria em assembléia para tirar uma nova proposta, de 12% de aumento pago em duas parcelas: 6% com efeito retroativo a setembro de 2007, e outros 6% pagos em fevereiro de 2008. "Essa porcentagem também não foi aceita pelos patrões, que só querem conceder de 4,18% a 4,5% de aumento".

Por conta disso, o Sindicato enfrenta muitas dificuldades de aprovação do acordo coletivo, já que as empresas não aceitam medidas como a estipulação de um limite de apenas dois universitários estagiando nas redações, a adoção de um auxílio alimentação de R$ 150 por mês, entre outras. "Eles simplesmente ignoram, por exemplo, a licença maternidade de seis meses e não aceitam as datas limites estipuladas pelo Sindjorn", declara Nelly, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

A presidente, que já trabalhou na afiliada da Record no RN, ainda critica a atuação da gestão sindical anterior. "Após constatar a inoperância da antiga diretoria, resolvi encabeçar uma chapa na última eleição. Não tenho experiência sindical, entrei no Sindicato dos Jornalistas apenas com vontade de resgatar a categoria, ter credibilidade perante aos colegas e mudar o quadro do nosso Sindjorn", finaliza.