Postura profissional é o que conquista respeito, não o gênero, diz repórter da "Piauí"
Ao longo de seus quase 30 anos de carreira, a jornalista Consuelo Dieguez, da revista Piauí, passou pelas principais redações do País, sempre nas editorias de política e economia.
Atualizado em 31/01/2014 às 09:01, por
Danubia Paraizo.
30 anos de carreira, a jornalista Consuelo Dieguez, da revista Piauí , passou pelas principais redações do País, sempre nas editorias de política e economia. Apesar do ambiente majoritariamente masculino, o gênero nunca foi um dificultador. Muito pelo contrário.
Crédito: Divulgação Crédito: Consuelo Dieguez é finalista na categoria "repórter de revista" Ganhadora do prêmio Esso de jornalismo em 1996, a profissional explica que características como a sensibilidade e sua grande preocupação com os detalhes têm contribuído para uma apuração mais cuidadosa e um olhar menos viciado. “No final das contas, você vai ganhar o respeito da fonte conforme se posiciona profissionalmente, independentemente de ser homem ou mulher”, defende.
Ela, que ganhou o Troféu Mulher IMPRENSA em 2011, chega mais uma vez como finalista ao prêmio, destacando como principal trabalho de 2013 o perfil de Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A matéria foi publicada em outubro, durante o julgamento dos responsáveis pelo acidente da TAM, que levou à morte quase 200 pessoas, em 2007. “Mostrei como o descaso do governo, a falta de profissionalismo, de conhecimento dos responsáveis pela área de aviação civil e da própria TAM levaram ao acidente”.
Como principal lição da reportagem, a jornalista diz ter ficado muito impressionada com a vulnerabilidade que todos os que viajam de avião passam ainda hoje. “Isso por causa de uma falta de política séria para o setor. Mexeu muito comigo emocionalmente, porque lidei com muitas vidas, com perdas humanas”.
Essas e outras aflições e questionamentos, aliás, são coisas que acompanham a repórter desde o início da carreira. Esta, segundo ela, é uma das formas de estar sempre se aperfeiçoando. “Tenho sempre as mesmas aflições, preocupações, questionamentos de quando comecei, o mesmo cuidado de ser responsável com as pessoas, com o nome delas que eu publico”.
Apesar de hoje ser mais experiente, Consuelo explica que prefere enxergar a carreira como uma descoberta constante, que é de fato, o que acontece. “Para mim é um encantamento novo, como se tivesse começando. Eu sou muito apaixonada por esse trabalho de ser repórter. Talvez eu goste mais do que no começo, porque hoje fica mais fácil de fazer pela experiência. Embora eu me preocupe igual, hoje já sei mais ou menos os caminhos a seguir”.
O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. Em 2014, a premiação celebra sua 10ª edição consecutiva, e vai homenagear as jornalistas que mais se destacaram em suas áreas de atuação em 2013. As votações vão de 14 de janeiro de 2014 até às 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas,
Crédito: Divulgação Crédito: Consuelo Dieguez é finalista na categoria "repórter de revista" Ganhadora do prêmio Esso de jornalismo em 1996, a profissional explica que características como a sensibilidade e sua grande preocupação com os detalhes têm contribuído para uma apuração mais cuidadosa e um olhar menos viciado. “No final das contas, você vai ganhar o respeito da fonte conforme se posiciona profissionalmente, independentemente de ser homem ou mulher”, defende.
Ela, que ganhou o Troféu Mulher IMPRENSA em 2011, chega mais uma vez como finalista ao prêmio, destacando como principal trabalho de 2013 o perfil de Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A matéria foi publicada em outubro, durante o julgamento dos responsáveis pelo acidente da TAM, que levou à morte quase 200 pessoas, em 2007. “Mostrei como o descaso do governo, a falta de profissionalismo, de conhecimento dos responsáveis pela área de aviação civil e da própria TAM levaram ao acidente”.
Como principal lição da reportagem, a jornalista diz ter ficado muito impressionada com a vulnerabilidade que todos os que viajam de avião passam ainda hoje. “Isso por causa de uma falta de política séria para o setor. Mexeu muito comigo emocionalmente, porque lidei com muitas vidas, com perdas humanas”.
Essas e outras aflições e questionamentos, aliás, são coisas que acompanham a repórter desde o início da carreira. Esta, segundo ela, é uma das formas de estar sempre se aperfeiçoando. “Tenho sempre as mesmas aflições, preocupações, questionamentos de quando comecei, o mesmo cuidado de ser responsável com as pessoas, com o nome delas que eu publico”.
Apesar de hoje ser mais experiente, Consuelo explica que prefere enxergar a carreira como uma descoberta constante, que é de fato, o que acontece. “Para mim é um encantamento novo, como se tivesse começando. Eu sou muito apaixonada por esse trabalho de ser repórter. Talvez eu goste mais do que no começo, porque hoje fica mais fácil de fazer pela experiência. Embora eu me preocupe igual, hoje já sei mais ou menos os caminhos a seguir”.
O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. Em 2014, a premiação celebra sua 10ª edição consecutiva, e vai homenagear as jornalistas que mais se destacaram em suas áreas de atuação em 2013. As votações vão de 14 de janeiro de 2014 até às 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas,





