Postura da Microsoft sobre a China gera críticas nos EUA
Postura da Microsoft sobre a China gera críticas nos EUA
A decisão do Google de deixar de operar diretamente na China acabou por expor o posicionamento controverso de outra empresa norte-americana, a gigante Microsoft.
Durante o embate entre o Governo da China e o Google, a Microsoft posicionou-se de forma cautelosa, adiantando que não seguiria a empresa caso ela resolvesse deixar o país. Em janeiro, Bill Gates, principal detentor das ações da Microsoft, chegou a criticar a iniciativa do Google.
Tal postura gerou protestos de Sergey Brin, co-fundador do Google, e também por parte dos senadores norte-americanos, lembra o portal Terra.
"Eu estou muito desapontado com eles em particular", disse Brin em entrevista ao The Guardian . "Eles não tem efetivamente participação de mercado [de buscas na China]- então essencialmente falam contra liberdade de expressão e direitos simplesmente para contrariar o Google".
Na última quarta-feira (24), em sessão no Congresso, senadores da Comissão Executiva para a China enalteceram a postura do Google e criticaram a Microsoft. Na ocasião, o republicano Chris Smith declarou que a empresa de Gates "precisa se juntar ao lado dos direitos humanos mais do que apoiar tiranias".
Em resposta às críticas dos senadores, a Microsoft divulgou um comunicado em que argumenta estar "comprometida em avançar a liberdade de expressão através do engajamento ativo em mais de cem países". No entanto, no mesmo comunicado, sublinhou o compromisso de respeitar a lei em cada país em que possui negócios.
O jornalista Michael Arrington, do site TechCrunch, avaliou que o imbróglio ideológico que envolve Google, Microsoft, políticos norte-americanos e a sociedade não indica hipocrisia. "Nós compramos produtos chineses todos os dias. Nosso governo é financiado pelo crédito chinês. Seja o que for ou não a China, nós todos estamos negociando com eles. Até mesmo o Google, que mantém equipe de vendas e pesquisa e desenvolvimento na China e certamente vai vender uma toneladas de aparelhos com Android lá", criticou.
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