Posso roer osso, mas também quero o filé mignon

Posso roer osso, mas também quero o filé mignon

Atualizado em 19/01/2011 às 14:01, por Lucia Faria.

O posicionamento de uma empresa é fundamental para sua sobrevivência. Uma marca precisa transmitir uma mensagem, dizer a que veio e para onde pretende ir. Mas isso só não basta. É preciso rever esse posicionamento de tempos em tempos para verificar se o caminho está correto, como se comporta a concorrência e redefinir as mensagens. Será que os clientes entendem, de fato, o que você quer dizer? A culpa desse desconhecimento, se houver, é dele ou sua?
Estou, neste momento, no meio dessa reflexão. Abri a agência de comunicação há quase 9 anos e venho defendendo todo esse tempo um posicionamento de butique. Isso significa atendimento personalizado, com meu envolvimento direto nas contas, com uma carteira de clientes enxuta e rentável. Nada de ter 100 funcionários, de assinar o contrato e sumir do cliente. Acreditei nesse modelo - e continuo acreditando. Cada um monta o seu, esse é o que escolhi.
Só que nem sempre os clientes entendem que uma butique também está apta a desenvolver grandes trabalhos, de atravessar fronteiras e ir além do mercado local. É como se uma agência assim tivesse como premissa se resumir a um nicho, sem braços para desafios maiores. Discordo. Mas de quem é a culpa dessa falta de percepção do cliente? Nossa, claro. Alguma coisa está faltando na nossa comunicação com ele.
Uma agência de menor porte pode perfeitamente firmar parcerias, arregimentar talentos e montar estrutura de acordo com o volume de trabalho. Pagar mais para ter uma grande assessoria ao seu lado não é garantia de bons resultados. O que alguns não entendem é que o filé é fácil de vender, duro mesmo é aquele ossinho difícil de roer. A estrutura da agência, seja grande ou pequena, poderá ser adequada aos dois casos.