Portugal oferece escolta a jornalistas do país assaltados na África do Sul

Portugal oferece escolta a jornalistas do país assaltados na África do Sul

Atualizado em 10/06/2010 às 16:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Os dois jornalistas portugueses assaltados, na última quarta-feira (9), dentro do hotel Nutbush, na cidade de Magaliesburg, África do Sul, podem receber escolta de forças policiais durante a Copa do Mundo.

O apoio das autoridades locais é parte da proposta feita pelo representante da polícia de Portugal na África do Sul, Pedro Teles, que ainda sugeriu aos jornalistas que se hospedem em Joanesburgo, que fica a cerca de uma hora de distância do local do assalto.

O anúncio do novo plano de segurança aos repórteres portugueses foi feito nesta quinta-feira (10), após o treino da seleção de Portugal, à beira do gramado, por autoridades.

O assalto

Na madrugada da última quarta, homens armados invadiram o hotel Nutbush e entraram nos quartos de três jornalistas, sendo dois portugueses e um espanhol. Ao todo, foram roubados quase oitenta quilos de equipamento, como laptops, telefones e uma câmera. Documentos, credenciais e dinheiro também foram levados.

Miguel Serrano, repórter do diário espanhol Marca , responsabilizou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) pelos problemas de segurança do país, o qual, segundo ele, não está preparado para receber a Copa.

"A Fifa trouxe o Mundial para a África do Sul por pressões políticas e econômicas. Muitas áreas do país não estão aptas a receber o Mundial com pessoas de todo o mundo, jornalistas, seleções, jogadores. Se você sai das zonas seguras das cidades, terá problemas", disse Serrano.

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