Portal IMPRENSA estréia série de matérias com presidentes dos sindicatos dos jornalistas do Brasil
Portal IMPRENSA estréia série de matérias com presidentes dos sindicatos dos jornalistas do Brasil
A partir desta sexta-feira (19/10), o Portal IMPRENSA publica uma série de matérias com os presidentes dos sindicatos dos jornalistas do país, mostrando as reivindicações e problemas mais sofridos pela categoria em cada estado do Brasil.
Para inaugurar o especial, o Portal conversou com o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Schettino, 56. Schettino é jornalista formado pela UnB e trabalhou no Jornal de Brasília , no BSB Brasil (extinto), na Rádio Cultura, onde foi diretor, e no Correio Braziliense , do qual está licenciado para exercer a Presidência do sindicato. Está no movimento sindical desde 1985, mas se afastou por dez anos (entre 1990 a 2000), para depois retornar como tesoureiro, vice-presidente e presidente. "Não sou favorável a mais uma reeleição (esse é o seu segundo mandato), portanto, em 2010, eu vou deixar o Sindicato", declara.
O Distrito Federal conta com cerca de 6 mil jornalistas profissionais registrados, mas apenas 2,7mil são filiados ao Sindicato, "sendo que só mil estão em dia com suas mensalidades", afirma o Presidente da entidade. Em Brasília, os jornalistas contam com dois pisos salariais: o de mídia impressa, em torno de R$ 1.478,80 e o de mídia eletrônica, R$ 1.244,51. Sendo assim, uma das reivindicações do acordo coletivo deste ano foi o reajuste do piso acima da inflação, além de vale alimentação para todos os jornalistas, seguro saúde e seguro de vida diferenciado para os jornalistas em situação de risco.
Schettino afirma que em Brasília há, relativamente, poucos jornalistas sem diploma trabalhando nas redações privadas. "Não chega a 5% do total. E toda vez que descobrimos alguém sem registro trabalhando, denunciamos à DRT. O problema é que depois de intimado, o falso jornalista vai à DRT e consegue o registro precário. A FENAJ está tentando impedir a emissão de novos registros até o julgamento final pelo STF, mas não sabemos quando o mérito será julgado. Enquanto isso, estamos sendo invadidos por "jornalistas" sem habilitação", declara.
O presidente diz que as melhores condições de trabalho, o registro em carteira e o aumento do piso salarial ainda são os maiores desafios vividos pela categoria. Entretanto, a tensão no local de trabalho, devido ao risco de morte para jornalistas investigativos, tem aumentado muito no DF. "E não há sequer seguro de vida suficiente em caso de morte em serviço".
Outro grande problema, na opinião de Schettino, é o jornalista PJ (pessoa jurídica). Acredita-se que há cerca de 300 profissionais desse tipo nas redações de Brasília. "A disseminação do contrato de jornalistas 'PJ' está prejudicando o trabalho do Sindicato. Há redações inteiras sem um jornalista contratado com carteira assinada. A situação é grave. A legislação é frágil diante da investida patronal. Estamos denunciando constantemente essa prática, mas o jornalista, por falta de opção, acaba aceitando o contrato de prestador de serviço. As empresas que se utilizam desse expediente burlam a legislação, o imposto de renda e precarizam a relação de trabalho", finaliza.






