Porta-voz da PM do Rio é exonerada por críticas a jornalista
A tenente-coronel Gabryela Dantas, porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi exonerada nesta quarta (9) por ter postado no dia anterior um vídeo em que chama de “mentirosas” as informações publicadas na reportagem “Consumo de munição explodiu no batalhão de PMs investigados pelo homicídio de meninas em Duque de Caxias”.
Atualizado em 09/12/2020 às 17:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi exonerada nesta quarta (9) por ter postado no dia anterior um vídeo em que chama de “mentirosas” as informações publicadas na reportagem “Consumo de munição explodiu no batalhão de PMs investigados pelo homicídio de meninas em Duque de Caxias”.
De autoria do jornalista Rafael Soares, a reportagem foi publicada nos jornais O Globo e Extra e informa que, em novembro, a quantidade de munição utilizada pelo batalhão dos policiais investigados pelo assassinato das primas Rebeca e Emilly, que morreram baleadas quando brincavam na porta de casa, em Duque de Caxias, no dia 4 de dezembro, é três vezes maior na comparação com o mês de julho. Crédito:Marcos Serra Lima/G1 Gabryela Dantas foi exonerada pelo governador em exercício após críticas a jornalista Rafael Soares
Em resposta à reportagem, Gabryela Dantas afirmou que a corporação foi surpreendida “com uma matéria mentirosa”, que, “de forma maldosa, dá a entender que houve aumento de consumo de munição por um batalhão da PM”.
Comoção nacional
O vídeo foi publicado no Twitter da Secretaria de Polícia Militar. A exoneração se deu a pedido do governador em exercício, Cláudio Castro. "Com liberdade de imprensa não se brinca", justificou Castro.
No vídeo, a porta-voz da PM argumentou que o consumo de munição da unidade não sofreu alterações significativas e que o jornalista escreveu a matéria “se aproveitando de uma comoção nacional para colocar a população contra a Polícia Militar”.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e os jornais O Globo e Extra repudiaram os ataques ao jornalista.
Em nota, a editora Globo, responsável pelos jornais Extra e O Globo, lembrou que os ataques contra o jornalista Rafael Soares foram feitos por um canal oficial do governo do Rio." Não é papel de uma instituição de Estado atacar pessoalmente um profissional nem incitar a população contra ele.”
De autoria do jornalista Rafael Soares, a reportagem foi publicada nos jornais O Globo e Extra e informa que, em novembro, a quantidade de munição utilizada pelo batalhão dos policiais investigados pelo assassinato das primas Rebeca e Emilly, que morreram baleadas quando brincavam na porta de casa, em Duque de Caxias, no dia 4 de dezembro, é três vezes maior na comparação com o mês de julho. Crédito:Marcos Serra Lima/G1 Gabryela Dantas foi exonerada pelo governador em exercício após críticas a jornalista Rafael Soares
Em resposta à reportagem, Gabryela Dantas afirmou que a corporação foi surpreendida “com uma matéria mentirosa”, que, “de forma maldosa, dá a entender que houve aumento de consumo de munição por um batalhão da PM”.
Comoção nacional
O vídeo foi publicado no Twitter da Secretaria de Polícia Militar. A exoneração se deu a pedido do governador em exercício, Cláudio Castro. "Com liberdade de imprensa não se brinca", justificou Castro.
No vídeo, a porta-voz da PM argumentou que o consumo de munição da unidade não sofreu alterações significativas e que o jornalista escreveu a matéria “se aproveitando de uma comoção nacional para colocar a população contra a Polícia Militar”.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e os jornais O Globo e Extra repudiaram os ataques ao jornalista.
Em nota, a editora Globo, responsável pelos jornais Extra e O Globo, lembrou que os ataques contra o jornalista Rafael Soares foram feitos por um canal oficial do governo do Rio." Não é papel de uma instituição de Estado atacar pessoalmente um profissional nem incitar a população contra ele.”





