Por segurança e temendo novos ataques, imprensa europeia recorre à autocensura

Desde o atentado ocorrido em janeiro à redação da revista Charlie Hebdo, em Paris, a mídia europeia vem se questionando a respeito dos limites da liberdade de imprensa.

Atualizado em 19/02/2015 às 12:02, por Redação Portal IMPRENSA.

janeiro à redação da revista Charlie Hebdo , em Paris, a mídia europeia vem se questionando a respeito dos limites da liberdade de imprensa. Após o ataque a um centro cultural em Copenhague, no último sábado (14/2), jornais, emissoras de televisão e rádio admitem estar recorrendo à autocensura.

Crédito:Divulgação Por segurança, imprensa europeia adota autocensura

Logo após os atentados em Paris, diversos veículos britânicos se recusaram a publicar a edição da revista satírica francesa, que estampava a imagem do profeta Maomé carregando o cartaz ‘’Tudo está perdoado’’.
Segundo o jornalista da emissora Canal Plus, Gael Legras, a autocensura prejudica o jornalismo, mas também é preciso impor limites à liberdade de imprensa. ‘’ Acredito que os jornalistas carregam uma grande responsabilidade e é delicado impor uma cultura, uma forma de pensar ou uma ideologia. É preciso levar em consideração as diferenças de terceiros’’, diz.

‘’Demonstrar seu desacordo através de violência, ataques é assassinatos é algo atroz, insuportável’’, considera Legras a respeito da resposta dos extremistas às publicações de caricaturas de Maomé.