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Por que os jovens mudam tanto de emprego?

Por que os jovens mudam tanto de emprego?


A juventude é uma delícia. Há um frescor nas ideias, um anseio e uma arrogância que o tempo - feliz ou infelizmente - aplaca. Só que, profissionalmente, é justamente essa impaciência que pode levar o jovem a uma situação bastante delicada em sua carreira. Virei conselheira informal de algumas garotas talentosas com as quais já trabalhei, confiança que muito me orgulha. A maioria sonhava em trabalhar na grande imprensa, sonho que também sonhei no passado e, por sorte, consegui realizar.
Mesmo após atingir os objetivos, e arrumar emprego de iniciante em jornal ou em TV, logo se desencantam. E, decepcionadas, querem mudar novamente. E novamente. E novamente. Às vezes voltam para o mundo corporativo, querem arriscar na onda das mídias sociais digitais e por aí vai. Reclamam, em geral, dos baixos salários, dos processos internos, da chefia e por aí vai.
Acho, no fundo, que falta humildade. Em começo de carreira é preciso carpir grama, sim. Entrevistei buraco de rua, cobri enchentes e escrevi muita bobagem no começo. Mas ali aprendi muito, principalmente, a respirar fundo e aguentar. Ainda mais porque nunca tive situação financeira que me desse o conforto de chutar tudo para o alto e simplesmente ir embora. Hoje, morando na casa dos pais até os 30 e poucos anos, os iniciantes simplesmente dão as costas e partem.
Uma dessas jovens amigas me perguntou se esse anseio por grana e por mudanças passaria com o avanço etário. Não sei se fui honesta demais, mas disse que a questão não é a idade. É ser feliz na vida. Portanto, aconselhei que refletisse se tantas frustrações no emprego não seriam consequência de frustrações na vida como um todo. Perguntou, respondi.
Por que os jovens mudam tanto de emprego?

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