Por que os jovens mudam tanto de emprego?
Por que os jovens mudam tanto de emprego?
Atualizado em 04/02/2011 às 14:02, por
Lucia Faria.
A juventude é uma delícia. Há um frescor nas ideias, um anseio e uma arrogância que o tempo - feliz ou infelizmente - aplaca. Só que, profissionalmente, é justamente essa impaciência que pode levar o jovem a uma situação bastante delicada em sua carreira. Virei conselheira informal de algumas garotas talentosas com as quais já trabalhei, confiança que muito me orgulha. A maioria sonhava em trabalhar na grande imprensa, sonho que também sonhei no passado e, por sorte, consegui realizar.
Mesmo após atingir os objetivos, e arrumar emprego de iniciante em jornal ou em TV, logo se desencantam. E, decepcionadas, querem mudar novamente. E novamente. E novamente. Às vezes voltam para o mundo corporativo, querem arriscar na onda das mídias sociais digitais e por aí vai. Reclamam, em geral, dos baixos salários, dos processos internos, da chefia e por aí vai.
Acho, no fundo, que falta humildade. Em começo de carreira é preciso carpir grama, sim. Entrevistei buraco de rua, cobri enchentes e escrevi muita bobagem no começo. Mas ali aprendi muito, principalmente, a respirar fundo e aguentar. Ainda mais porque nunca tive situação financeira que me desse o conforto de chutar tudo para o alto e simplesmente ir embora. Hoje, morando na casa dos pais até os 30 e poucos anos, os iniciantes simplesmente dão as costas e partem.
Uma dessas jovens amigas me perguntou se esse anseio por grana e por mudanças passaria com o avanço etário. Não sei se fui honesta demais, mas disse que a questão não é a idade. É ser feliz na vida. Portanto, aconselhei que refletisse se tantas frustrações no emprego não seriam consequência de frustrações na vida como um todo. Perguntou, respondi.






